29 de mai. de 2010

Cantina Psicodélica- O Terço - Discografia Completa da Maior Banda de Rock Progressivo do Brasil ! Em Comemoração ao Retorno da Grandiosa Lágrima Psicodélica !


O Terço

Santíssima Trindade era um dos primeiros nomes da banda que conhecemos como ‘O Terço’. No primeiro compacto a banda tinha, Segio Hinds na guitarra, Jorge Amiden, na tritarra, Cézar de Mercês no baixo e Vinícius Cantuária na bateria. Com essa formação eles gravaram dois compactos e o disco de estréia, ‘O Terço’.

Como um trio, o grupo lançou mais um compacto e o segundo álbum, que tinha a participação de Luiz Paulo Simas nos teclados. Sergio Magrão assumiu o baixo um ano antes do antológico ‘Criaturas da Noite’, que foi o terceiro disco da banda e também já contava com Flávio Venturini nos teclados.

Com Flávio Venturini a banda gravou mais um disco, ‘Casa Encantada’, relançou o disco clássico em inglês, ‘Creatures of the Night’ e ainda existe um bootleg desse período gravado no Teatro Philadelphia. Flávio Venturini e Sérgio Magrão saíram da banda para formarem o ‘14 Bis’, e para ocupar o lugar deixado por eles vieram Cézar de Mercês, que voltou para empunhar uma guitarra e Sérgio Caffa que foi para o baixo.

E com essa formação, e ainda com a participação de Sergio Magrão no baixo em algumas faixas, eles gravaram o disco ‘Mudança de Tempo’. Depois disso a banda quase parou com a debandada de todos integrantes.

Sérgio Hinds, que foi o único integrante original que se manteve na banda, montou novamente ‘O Terço’ com Ruriá Duprat nos teclados, Zé Portugal no baixo e Franklin Paollillo na bateria. Com essa formação eles gravaram o disco ‘Som Mais Puro’.

Desta vez a banda ficou inativa por quase 10 anos, quando gravou outro disco homônino em 1990. Esse disco foi uma decepção tanto para a crítica como para o público e a capa do disco ganhou da revista Bizz o título de pior capa de disco do ano.

Depois desse disco a banda continuou com Sérgio Hinds alternando entre várias formações nos discos ‘Time Travelers’ que voltava às origens progressivas, ‘Live at Palace’ que foi gravada com a ‘Orquestra Sinfônica Juvenil de São Paulo’, ‘Compositores’ onde o grupo gravou canções de vários compositores, ‘Spiral Word’ que seguia uma linha jazz-fusion, e ‘Tributo a Raul Seixas’ que dispensa comentários.

Em 2001, Flávio Venturini convidou seus antigos parceiros de banda, Sérgio Hinds, Cézar de Mercês, Luiz Moreno e Sérgio Magrão, para participarem de um show em São Paulo. A idéia de gravar um disco ao vivo e com algumas músicas inéditas nasceu desse encontro. Mas Luiz Moreno morreu de parada cardíaca no ano seguinte, o que impediu temporariamente o retorno da formação clássica.

Em 2004, o grupo voltou a ensaiar como um trio, com Venturini nos teclados, Magrão no baixo e Hinds na guitarra. Para ocupar o lugar do falecido Luiz Moreno, foi chamado o baterista Sérgio Melo. ‘O Terço’ gravou um concerto realizado em 2005 e lançado apenas em 2007. Também existe um bootleg do ensaio para o disco ao vivo, gravado no mesmo ano do show.

1970 Compacto

1. Velhas histórias
2. Tributo ao sorriso

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1970 O Têrço

1. Na
2. Plaxe voador
3. Vesúvio
4. Longe sem direção
5. Flauta
6. I need you
7. Antes de você... Eu
8. Imagem
9. Meia noite
10. Saturday dream
11. Velhas histórias
12. Ho Suzana
* Faixas bônus de outros discos do Terço
13. Crucis
14. Gente do interior
15. Mudança de tempo
16. Blues do adeus
17. Saturday dream (Ao vivo)

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1971 Compacto
1. Visitante
2. Adormeceu
3. Doze avisos
4. Mero ouvinte
5. Trecho da ária extraída da suíte em ré maior de Bach

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1972 Compacto
1. Ilusão de óptica
2. Tempo de vento

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1973 Terço
1. Deus
2. Você aí
3. Estrada vazia
4. Lagoa das lontras
5. Rock do Elvis
6. Amanhecer total

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1975 Criaturas da Noite

1. Hey amigo
2. Queimada
3. Pano de fundo
4. Ponto final
5. Volte na próxima semana
6. Criaturas da noite
7. Jogo das pedras
8. 1974

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1975 Teatro Philadelphia Ao Vivo

1. 1974
2. Sangue novo
3. Solaris
4. Velho silêncio
5. Suíte
6. Rock do Elvis
7. Pano de fundo
8. Ponto final
9. Queimada
10. Imensidão azul
11. Tributo ao sorriso
12. Rock do Elvis (Reprise)
13. Hey amigo

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1976 Casa Encantada

1. Flor de la noche
2. Luz de vela
3. Guitarras
4. Foi quando eu vi aquela lua passar
5. Sentinela do abismo
6. Flor de la noche II
7. Casa encantada
8. Cabala
9. Solaris
10. O vôo da Fênix
11. Pássaro

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1976 Compacto

1. Field on fire
2. Shining days, summer nights

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1976 Creatures of the Night
1. Friend
2. Fields on fire
3. Back drop
4. Ending
5. I’ll come back
6. Shining days, summer nights
7. Stones
8. 1974

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1977 Compacto

1. Amigos
2. Barco de pedra

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1978 Mudança de Tempo
1. Não sei não
2. Gente do interior
3. Terças e quintas
4. Minha fé
5. Mudança de tempo
6. Descolada
7. Pela rua
8. Blues do adeus
9. Hoje é domingo

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1982 Som Mais Puro
1. Viajante noturno
2. Linda imagem
3. Asa delta
4. Suíte
5. Coração cantador
6. Tambores da mente
7. Nunca duvidar
8. Luzes

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1990 O Terço
1. Última geração
2. Alienígena
3. Metamorfose ambulante
4. Prisioneiro
5. Tudo muito simples
6. Sonho
7. Hey Joe
8. Rap
9. Liquidação
10. Girando lâmpada

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1992 Time Travellers

1. Space
2. The last journey
3. Time travelers
4. Crucis
5. Lost in time affaire
6. The rhythm of the universe
7. Marear
8. The guardians
9. Suíte

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1994 Live at Palace

1. Space
2. 1974
3. The last journey
4. Lost in time affaire
5. Criaturas da noite
6. The rhythm of the universe
7. Crucis
8. Luzes
9. Metamorfose ambulante
10. Hey amigo
11. Suíte

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1996 Compositores

1. Time
2. PS apareça
3. Sangue latino
4. Folhas secas
5. Poeira
6. Mágica
7. Quem mata a mulher mata o melhor
8. Mundaréu
9. O braço da minha guitarra
10. Deus
11. Mãe Terra
12. As vezes
13. Menino da rua
14. Prazer e fé
15. Elza

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1998 Spiral Words
1. Smile in a wave
2. Sete
3. The song
4. Beyond the real
5. My universe
6. Crucis
7. O homem do tempo
8. Spiral words
9. Balão
10. Pregnant
11. 1974

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1999 Tributo a Raul Seixas
1. Eu nasci há dez mil anos
2. Roxixe
3. Maluco beleza
4. Sociedade alternativa
5. Rock das aranha
6. Al Capone
7. Como vovó já dizia
8. Gitã
9. Aluga-se
10. Mosca na sopa
11. Metamorfose ambulante
12. Trem das sete

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2005 Ensaio
1. Intro
2. 1974
3. Tributo ao sorriso
4. Guitarras
5. PS apareça
6. Jogo das pedras
7. Queimada
8. Quando eu vi aquela lua passar
9. Pássaro
10. Flor de la noche II
11. Casa encantada
12. O vôo da Fênix
13. Ponto final
14. Sentinela do abismo
15. Criaturas da noite
16. Suíte
17. Cabala
18. Hey amigo

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2007 Ao Vivo
1. Introdução
2. 1974
3. Tributo ao sorriso
4. Guitarras
5. PS apareça
6. Pássaro
7. Casa encantada
8. O vôo da Fênix
9. Ponto final
10. K
11. Sentinela do abismo
12. Criaturas da noite
13. Suíte
14. Cabala
15. Antes do sol chegar
16. Entrevista com Sérgio Hinds
17. Entrevista com Sérgio Magrão
18. Entrevista com Flávio Venturini

Baixe aqui a Parte 1 no LP
Baixe aqui a Parte 2 no LP

9 de mai. de 2010

Lagrima Psicodelica 1 - Eles Voltaram !!!!

Blog e Rádio Web Underground!
LagrimaPsicodelica1
Ae JOHNNY F Seja bem vindo de volta ,o maior blog underground musical do mundo, valeu pela percistencia...guerreiro! Abraço!

4 de mai. de 2010

Banda Soma - Programa Senhor F numero 08 - Repostagem Cantina do Rock !!!

A alguns meses recebi um pedido de repostagem de link, acabei por descuido apagando o e-mail provavelmente junto com spans e outros indesejáveis, o fato é que procurei sim imediatamente nos hds e pcs, e nada, depois nos cds e bkaps e nada..entào recorri ao melho pc da casa d meus pais datada do periodo de 98 99 e cruelmente tinha sido formatado em busca de espaço..kkkkkkk snf snf snf by by by...
ja passado alguns meses injuriado do que estava ouvindo, procurei uns cds soltos gravados e com muitos riscos devem ter em uma caixa de tenis uns 200 e tantos..e entre ele achei um velho de midia preta ...com o titulo rock progressivo anos 70 ..a beleza ..e fui curtindo no carro..derrepente a minha mina pergunta ta ná rádio mas vc não houve rádio? ..nem tinha percebido..era este rarissimo programa desvendando um dos maiores misterios da psicodelia do rock nacional...muito legal...ae lembrei-me deste pedido e hoje em hospedado em hotel em Ponta Grossa compactei o arquivo e disponibilizo aqui a todos...se alguem se reconhecer como autor do pedido ..beleza está ae..abraço
Banda Soma - Programa Senor F numero 8!



Observando a postagem original abaixo, recordo-me que foi um pedido vindo da Inglaterra onde a estinta Lagrima Psicodelica do mano jonhy F, repondi o pedido com esta postagem isto em 96 , quando os blogs estavam dispontando e levando consigo o proprio Blogspot com hoje caça e aniqui-la os seus maiores colaboradores do passado os blogs de download musical...então esta postagem se torna uma homenagem ap Lendário Blog Lagrima Psicodelica excluido pelos ditadores do Blogspot....que Pena JonhyF vc seu trabalhoe seu Blog foi expoente maximo dos anos 2000 é uma pena..abraço!

Postagem original:
Com Links Atualizados!

16 de novembro de 2006

2006
SOMA - Cantina Psicodélica -Senhor F


SOMA - Cantina Psicodélica -Senhor F
Cantina do Rock em harmonia com a Lagrima Psicodélica!


Sexta-feira, Outubro 13, 2006

Soma

Pessoal do Lagrimapisicodélica,
Escrevo da Inglaterrra, 3 anos aqui, 43 na veia, vivendo o 'milagre' Lagrimapisicodélica via satélite,voces estao de parabéns, top 10 desde os tempos da BBS do Mandic !!!
O e-mail é sobre o grupo SOMA que eu conheci numa faixa do "Banquete dos Mendigos"Será que a força do Lagrimapsicodélica no meio musical pode trazer de volta pro mundo o trabalho desse grupo ? Tem também o misterio de onde foi parar o filme que eles colocaram a trilha sonora. Segue o que achei na internet (escrevi pro Ritchie sobre o soma mas nada...), se tiverem um contato aqui na Inglaterra pra conseguir uma copia do filme, contem comigo que eu vou procurar. :SomaGrupo formado em 1969 pelo ex-Los Finks (na Espanha) e Out Casts (já no Brasil), Bruce Henry (baixo e voz), Jaime Shields (guitarra e voz), Alírio Lima (bateria) e, ainda, Ricardo Peixoto (guitarra), que depois tocou com Flora Purim e Airton Moreira. Como trio, gravaram quatro músicas para a coletânea Barbarella (nada a ver com o filme), lançada pelo selo Red Bird Records, em 1971.


Sem sucesso, e com o clima ditatorial adverso, o grupo deu um tempo, com seus integrantes dispersando-se pelo mundo.
Em 1974, o grupo reorganizou-se, já com a presença do vocalista e flautista Richard Court (Ritchie), recém chegado da Inglaterra, de onde veio à convite de Rita Lee. Com Bruce, Shields, Alírio e Ritchie participa de shows no Rio de Janeiro, especialmente, do disco coletivo Banquete dos Mendigos, produzido por Jards Macalé, em comemoração aos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Na mesma época, Bruce, Jaime e Alírio gravaram a trilha sonora de Meu Bag Blues, um filme sobre Ronald Bigs, então vivendo no Rio de Janeiro, que acabou não rolando. Além dos três músicos do Soma, ainda participaram do projeto, o saxofonista Nivaldo Ornellas e o tecladista Guilherme Vaz, que depois escreveu a premiada trilha sonora do filme Rainha Diaba. Em meados dos anos setenta, com participação do pianista Tomas Improta, a banda passou a realizar shows com influência mais jazística, até terminar.
Atualmente (2000), Bruce Henry é o único a se manter ativo no meio musical, com participação em gravações dos principais músicos brasileiros e vários álbuns solos editados.A incrível história de 'My Bag Blues'* Fernando RosaEm sua viagem de retorno para a Inglaterra, onde foi se "entregar", o "assaltante do trem pagador" Ronald BigGs levou uma raridade do rock brasileiro: a trilha sonora de 'Meu Bag Blues' - um filme inédito sobre sua história - gravada pelo grupo Soma, em meados dos anos setenta.
O objetivo, segundo falou o filho de Biggs à imprensa, recentemente, é tentar editar o material que, além da curiosidade histórica, tem ótima qualidade musical, segundo seus poucos e privilegiados conhecedores.A história contada em edição anterior de Senhor F no início do ano, pelo próprio Bruce Henry, um dos integrantes do Soma, ao lado de Jayme Shields e Alírio, é tão fantástica quanto a própria biografia de seu personagem. Segundo Henry, a fita foi inicialmente bancada pelo próprio Ronald Biggs, e gravada em estúdio do Rio de Janeiro, quando a banda estava no auge de sua fama no cenário underground brasileiro.


Depois de várias tentativas de edição, a fita "sumiu" e somente veio à tona recentemente, quando Bruce Henry ganhou a master original de presente do proprietário do estúdio.Na época, as gravadoras, tanto brasileiras quanto estrangeiras, negaram-se a editar o material, sob a justificativa de que não seria "ético" lançar um material envolvendo a controvertida figura de Ronald Biggs. Argumento hipócrita, que foi rotundamente derrubado pelos próprios conterrâneos de Biggs, a banda punk Sex Pistols, que gravou, posaram para fotos e elegeram o assaltante do trem pagador um de seus ídolos.Segundo disse Bruce a Senhor F, o nome 'Meu Bag Blues' deve-se ao fato de que os presos de 'Sua Majestade' passavam o tempo a costurar sacos de correio, nas cadeias da Inglaterra.
Além dos três músicos do Soma, ainda participaram do projeto, o saxofonista Nivaldo Ornellas e o tecladista Guilherme Vaz, que depois escreveu a premiada trilha sonora do filme 'Rainha Diaba'.O grupo Soma nasceu em 1969, formado por Bruce Henry (baixo e voz), mais Jaime Shields (guitarra e voz), Alírio Lima (bateria) e, ainda, Ricardo Peixoto (guitarra), que depois tocou com Flora Purim e Airton Moreira. Como trio, gravaram quatro músicas para a coletânea 'Barbarella' (nada a ver com o filme), lançada pelo selo (nacional) Red Bird Records, em 1971. Sem sucesso, e com o clima ditatorial adverso, o grupo deu um tempo, com seus integrantes dispersando-se pelo mundo.Em 1974, o grupo reorganizou-se, já com a presença do vocalista e flautista Richard Court (Ritchie), recém chegado da Inglaterra, de onde veio à convite de Rita Lee. Com Bruce, Shields, Alírio e Ritchie, a banda participa de espetáculos no Rio de Janeiro, especialmente do show/disco coletivo 'Banquete dos Mendigos', produzido por Jards Macalé, em comemoração aos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É deste disco a gravação mais conhecida da banda, a música 'P.F.'.Antes de formar o Soma, Bruce Henry integrou o The Outcasts, grupo de garagem do Rio de Janeiro. The Outcasts lançou um LP e um compacto, pelo selo Elpa, da Elenco, com originais e covers de The Who ('My Generaiton'), Rolling Stones e Bob Dylan.Soma, um mistério desvendado* Fernando Rosa.


O grupo Soma é um dos maiores mistérios da história do rock brasileiro. Além da lenda, pouco se conhece da banda que teve o cantor Ritchie entre seus integrantes. Em disco, até pouco tempo, a única música conhecida era P. F., do disco coletivo O Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo, em 1974. Com persistência e ajuda de amigos, Senhor F levantou a história completa da banda, que passamos a contar.The Out CastsA história começa na Espanha, mais exatamente em Madri, no Clube Miramar, por volta de 1963/64. Ali, na onda dos Beatles, tocava um grupo chamado Los Finks, que tinha no baixo o americano Bruce Henry. Na época, Bruce era amigo de Fernando Arbex, que começou tocando rock instrumental com Los Pekenikes e depois formou o famoso Los Brincos, o melhor grupo espanhol dos anos sessenta. Esse grupo teve vários de seus hits vertidos para o português, especialmente pelos Incríveis ('Renascerá' e 'Giullieta', no álbum 'Mundo Louco', por exemplo). Arbex ainda fez parte do grupo Barrabas, nos anos setenta.Dois anos depois, Bruce estava no Rio de Janeiro, estudando no Colégio Americano. Na escola, conheceu Rick Strickland Jr, outro americano, com quem formou o grupo The Out Casts. Junto com Bruce (baixo e voz) e Rick (guitarra e voz), estavam Chico Azevedo (bateria) e Gee Bee - assim está creditado no disco - (também guitarra).Com idades em torno de 16 anos e visual psicodélico, que incluia roupas coloridas, show de luzes e bateria fluorescente, The Out Casts fez um certo sucesso na cena carioca de garagem da segunda metade da década. O grupo apresentava-se com assiduidade em clubes como Boliche 300 e Paissandu e também fazia aparições na televisão. Em 1967, abriram show para Roberto Carlos, no pavilhão do São Cristóvão, no Rio de Janeiro.Totalmente obscuro, o grupo gravou um álbum chamado 'My Generation', em 1967. No repertório, composições originais e covers para clássicos do Who, Rolling Stones e Bob Dylan, entre outros. O disco foi lançado pelo desconhecido selo ELPA, que vinha a ser uma espécie de tentativa do Elenco de criar um braço pop. O selo Elenco, de Aloisio de Oliveira, era especializado em Bossa Nova. Além do álbum, ainda foi lançado um compacto com 'My Generation' (The Who), que abre o lp.O grupo acabou em 1968, deixando um segundo disco gravado, mas que nunca foi editado, devido a falência do selo.
Um ano após, Bruce Henry já havia formado o grupo Soma, enquanto Chico Azevedo passou a tocar com Gilberto Gil e outros músicos e Rick Strickland Jr. abandonou a música.SomaAo contrário do que muita gente pensa, o Soma, portanto, não começou em meados dos anos setenta. O grupo nasceu em 1969, formado por Bruce Henry (baixo e voz), mais Jaime Shields (guitarra e voz), Alírio Lima (bateria) e, ainda, Ricardo Peixoto (guitarra), que depois tocou com Flora Purim e Airton Moreira. Como trio, gravaram quatro músicas para a coletânea 'Barbarella' (nada a ver com o filme), lançada pelo selo (nacional) Red Bird Records, em 1971. Sem sucesso, e com o clima ditatorial adverso, o grupo deu um tempo, com seus integrantes dispersando-se pelo mundo.


Em 1974, o grupo reorganizou-se, já com a presença do vocalista e flautista Richard Court (Ritchie), recém chegado da Inglaterra, de onde veio à convite de Rita Lee. Com Bruce, Shields, Alírio e Ritchie participa de espetáculos no Rio de Janeiro, especialmente do show/disco coletivo Banquete dos Mendigos, produzido por Jards Macalé, em comemoração aos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Álbum duplo, gravado ao vivo, a obra permanece inédita em cd até hoje.Na mesma época, Bruce, Jaime e Alírio, gravaram uma das maiores raridades da discografia nacional, a trilha sonora de 'Meu Bag Blues', um filme sobre Ronald Bigs, então vivendo no Rio de Janeiro, que acabou não rolando. Segundo o próprio Bruce, o nome 'Meu Bag Blues' deve-se ao fato de que os presos de Sua Majestade passavam o tempo a costurar sacos de correio, nas cadeias da Inglaterra. Além dos três músicos do Soma, ainda participaram do projeto, o saxofonista Nivaldo Ornellas e o tecladista Guilherme Vaz, que depois escreveu a premiada trilha sonora do filme 'Rainha Diaba'.A fita, inicialmente bancada pelo próprio Ronald Biggs, depois de várias tentativas de edição, tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos, se perdeu nos escaninhos do tempo. Segundo Bruce, a negativa vinha sempre acompanhada da justificativa de que não seria "ético" lançar um material envolvendo a controvertida figura de Biggs. Argumento hipócrita, derrubado logo após pelos conterrâneos Sex Pistols, que gravaram, posaram para fotos e elegeram um de seus ídolos o assaltante do trem pagador.


Recentemente, Bruce Henry ganhou de presente do proprietário do estúdio, o master original das gravações. O que reacende a idéia de ver esse material editado, agora em cd.Em meados dos anos setenta, com participação do pianista Tomas Improta, a banda passou a realizar shows com influência mais jazística, até terminar já quase no final da década. Atualmente, Bruce Henry é o único a se manter ativo no meio musical, com participação em gravações dos principais músicos brasileiros e vários álbuns solos editados.
Leia mais:Bruce Henry - http://www.brucehenry.stop.toPiscodelia & Progressivo brasileiro (introdução)O som de garagem no Brasil (introdução)Los Brincos (biografia)DiscografiaThe Out Casts - My Generation (lp, 1967)The Out Casts - My Generation (compacto, 1967)Soma - Barbarella (lp, 1971, participação com as músicas: Potato Fields, Fragments, Treasures, Where)Soma - O Banquete dos Mendigos (lp, 1974, participação com a música: P.F.)Bruce Henry - ver site do baixista.--------------------------------------------------------------------
----------Valeu !André
Postagem feita André.Vamos esperar que nossa galera tenha este material para disponibilizar...
Johnny F
Domingo, Novembro 12, 2006

Cantina Psicodélica :

Olá Amigos da Lágrima Psicodélica!

Banda SOMA: Três Canções Inclusive P.F., do LP Banquete dos Mendingos, que alguem poderia postar aqui né! http://lagrimapsicodelica.blogspot.com
Soma Programa Senhor F 8



Em especial a Johnny F, que após um contato acabei criando o blog Cantina do Rock onde acabo relembrando alguns sons que fui conhecendo ao longo da jornada.A situação é que garimpando arquivos na L. P. acabei deparando com um apelo do André que está na Inglaterra a respeito de arquivos sonoros da banda carioca SOMA.
Bom lembreime de imediato que deveria ter em algum HD arquivos da antigo programa do Senhor F na Usina do Som, e entre os arquivos sobreviventes a diversas formatações e filtros estava lá: Programa Senhor F 08, por Fernando Rosa. Desvendando os misterios do rock Brasuca.Então passei para MP3 este programa dividido em tres arquivos contendo três canções e comentários de Fernando Rosa acho de 1998.Aproveitando gostaria de acradecer a Fernado Rosa e seus trabalhos, que vem desde a muito tempo documentando e disponibilizando grandes trabalhos do nosso Rock!
E claro quem tiver todos os programas do Senhor F da Usina do Som em bom estado, poderia posta-los!Seria muito bom para a Lágrima Psicodélica e seus colaboradores!

Em breve também postarei em meu blog!
http://cantinadorock.blogspot.com
Valeu! Senhor F Fernando Rosa
Valeu! Lágrima Psicodélica Johnny F
Beleza
mvfap

Seria muito bom mano, ouvir esses programas do Senhor F da Usina do Som...Só discordo de vc em uma coisa: "em bom estado", hehehehe, para quem é "viciado" e tem "fome de viver" o registro histórico vale mais do que pesa...
Johnny F

Origem dos documentos:
http://lagrimapsicodelica.blogspot.com
http://cantinadorock.blogspot.com
Beleza!

Postado por Venâncio Rock and Roll às 23:34


2 comentários:
Anônimo disse...
Um filme de Ana Maria Bahiana e Jose Emilio Rondeau tem 3 musicas do SOMA

1972 é o filme!
22/11/2006 19:53:00
Anônimo disse...
Ricardo Peixoto continues his musical carreer , check out his page ricardopeixoto.com
24/01/2007 06:02:00

é isto ae ..coisa boa é com a gente...abraço!

17 de abr. de 2010

Comunidade Cantina do Rock no Orkut!!!

Levamos a Cantina do Rock para o Orkut,http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99984994 , aos poucos atulizaremos as postagens por lá também...o que levou a tomar esta atitude foi a exclusão do lendario blog Lagrima Psicodelica das contas do Blogspot...enfim os blogs musicais popularizaram diversos serviços da internet alem do propio blospot os serviços de armazenagem também...rezumindo agora todos caem matando em sima dos blogs musicais, simplesmente descartando-os!
Então prevendo que o futuro da Cantina do Rock não seja muito diferente, estaremos também em outro veiculo de comunicação: O Velho Orkut:
Orkut,http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99984994
Beleza!

11 de abr. de 2010

Entrevistas: César Di - O rendendor dos Músicos artistas do Brasil!!!

César Di

Por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa

ritmomelodia@hotmail.com

O cantor, compositor e violonista mineiro César Di segue a linha cantador – profeta – pensador que canta suas próprias idéias, tudo resguardando suas devidas proporções.

O jovem músico traz nas letras de suas canções preocupações e reflexões antigas e algumas quase seculares. Não à toa suas influencias musicais são: Raul Seixas, Zé Ramalho e Zé Geraldo que traziam nos seus primeiros discos inquietude que faziam as pessoas pensarem na vida, na morte, na política, nos costumes, na religião e na magia. O César também usa suas músicas como veículo para passar a sua mensagem, suas idéias e seu jeito de ver o mundo. Ou seja, um artista jovem com formato musical muito apreciado nos anos 60 e 70. Há duas décadas a música popular brasileira caminha só com a função de entretenimento e nos piores como produto descartável sem preocupação cultural nem de transformação social. Então, um jovem ressuscitar esse formato é colocar a cara para bater dentro de um mercado musical que toca mais músicas para a multidão dançar (Axé music, Funk pornográfico, Sertanejos melodramáticos e forró com tema de corno, cachaça e sacanagens). O César gostar de escrever e tem trabalhos publicados em três livros lançados pela editora "Casa do Novo Autor", dois deles lançados na XVI Bienal Internacional de São Paulo. Esse mineiro do interior chegou a São Paulo em 1992 com sonho de ser mais um cantor sertanejo famoso. Mas a realidade lhe mostrou que a viola tocava em outra afinação. Aqui ele conheceu outros horizontes musicais e novos parceiros. E gravou dois CDs ainda sem experiência. E no seu terceiro CD - "Ebulição de Idéias", gravado nos estúdios Curumim e Mor, começou fortalecer seu caráter musical.

O CD produzido pelo próprio César e pelo amigo e produtor Alisson Mor, conta com a participação de uma de suas influências, o conterrâneo Zé Geraldo e a participação de uma recente revelação da música brasileira: Arleno Farias cantando com César “Essência Oculta”, música que fez parte da trilha sonora do filme “São Paulo de Uauá” do cineasta Hermano Penna, que foi exibido pela TV cultura em maio de 2006. O CD traz ainda uma canção feita em homenagem ao grande maluco beleza: Raul Seixas. Segue abaixo entrevista exclusiva de César Di para a revista www.ritmomelodia.mus.br em 04/05/2009:

1-) Ritmo Melodia – Qual sua data de nascimento e sua cidade natal?

César Di - Eu Nasci no dia 24 de dezembro de 1974 em uma minúscula comunidade de camponeses chamada de “Córrego da Boa Sorte” no Município de Inhapim – MG (uma cidade que fica na Zona do Vale do Rio Doce, próxima de Caratinga, no, sudeste oriental do estado de Minas Gerais), aproximadamente 300 km de Belo Horizonte.

2-) RM – Fale do seu primeiro contato com a música?

CD - Eu tive um contato muito cedo com a música. Eu nasci e me criei no “interiorzão” de Minas Gerais e meu pai sempre teve instrumentos musicais. Ele tinha um cavaquinho, em que tocava o Calango mineiro (que é uma manifestação musical e poética ancestral da roça mineira, era uma forma de repente). Ele tinha sanfona, violão... Assim, eu naturalmente fui me envolvendo com a música. Meu pai tinha um gravador (que na época era uma coisa raríssima), em que ele gravava: eu e meus irmãos cantando músicas conhecidas na época como: Fuscão Preto (Sucesso com Almir Rogério), Arapuca (sucesso com uma dupla chamada Solevante e Soleni), e muitas outras músicas caipiras. Aos nove anos me lembro que eu já tocava o Cavaquinho e aprendi a tocar a primeira música no Violão que ganhei do meu pai. Antes eu tocava na igreja e depois por causa de um primo que tocava e cantava (fazia grande sucesso na região), eu quis aprender a cantar e tocar as primeiras musicas com o violão na intenção de fazer igual à este meu primo (o Romildo), que hoje mora em Goiás - GO.

3-) RM – Qual sua formação musical e\ou acadêmica (Teórica)?

CD - Cheguei até porta da faculdade, mas não pude fazer o curso de Filosofia, tive que fazer uma escolha. Eu não tinha condições de pagar a faculdade e ao mesmo tempo me dedicar à música. Eu mergulhei nos livros, é de onde vem grande parte da minha formação cultural e intelectual. Estudei um pouco de violão, produção musical, música popular brasileira, rock. Estudo sobre antigas civilizações, filosofia, ocultismo, religiões, sedução, crescimento pessoal e muitas outras coisinhas... Mas sempre autodidata.

4-) RM – Quais suas influencias musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

CD - Eu fui criado no mato. Eu vivi toda minha infância e adolescência no interior. Privado de quase toda tecnologia existente. Não havia luz elétrica, televisão, chuveiro, hospital público. E a escola em que estudei os primeiros quatro anos do primário era em um "paiol" emprestado por um fazendeiro da região. O meu contato com o dito “mundo civilizado” quase que só era através do rádio. E minhas primeiras influências musicais foram os artistas que tocavam no rádio: Léo Canhoto e Robertinho (Último Julgamento), Duduca e Dalvan (Espinheira), e muitos outros cantores caipiras. Fui influenciado também por cantores e cânticos que eu ouvia na igreja, principalmente Padre Zezinho com suas Poesias-canções-histórias. E, fui influenciado pelo meu primo e por outros malucos que apareciam lá na roça!

No final da década de 80 e inicio dos anos 90 houve a explosão da música melodramática (“Sertaneja”). Eu, adolescente inocente, puro e besta (como disse Raul Seixas) me envolvi neste universo fantasioso. Na Roça, só tocava essas músicas no rádio e eu passei a só tocar também nas cantorias que eu participava. O negócio ficou tão forte que eu resolvi que tinha que ir embora para São Paulo para também explodir no Brasil inteiro (risos). Chegando aqui que pude descobrir que eu era mais um, dos milhares de brasileiros que viviam e alguns ainda vivem iludidos com esta estrutura montada pra vender um produto, um artista. Antes eu pensava que só existia a musicalidade que o rádio tocava, mas em São Paulo é que pude ter acesso a toda a amplitude do universo das artes. Comecei a pesquisar e ouvir de tudo. Conheci o som de Zé Geraldo, Raul Seixas, Zé Ramalho, Pink Floyd, Tom Zé. E muitos artistas e movimentos que me influenciaram, me deram coragem para fazer a música que faço hoje. Eu posso dizer que sou um artista influenciado pela minha essência interiorana, pela literatura, pela Vida, pela natureza, o ar, as energias positivas, as pessoas, o autoconhecimento, a mulher, a magia, a prosperidade, Bob Dylan, Raul Seixas, Zé Geraldo, Zé Ramalho. Pela música de conteúdo, pelos pensadores, pelas idéias!

5-) RM – Quando, como e onde você começou sua carreira profissional?

CD - Comecei em 2001 após desfazer uma banda “Os Interplanetárius”, que tentei montar na periferia de São Paulo. Eu decidi gravar o meu primeiro CD - “Parceria”. Esse CD foi em parceria com um amigo, músico baiano Nininho de Uauá, cada um cantava uma música e a última música nós cantamos juntos. Umas cantando uma mue gravei com um amigo, o Nininho na verdade uma parceria cAA gravação totalmente independente e inusitada. Nós tínhamos nenhuma experiência profissional com estúdio. E o estúdio em que gravamos nunca havia gravado ninguém e o produtor musical Alisson Mor, que era o do estúdio nunca havia produzido ninguém. O Jorge Luis que fez a capa do CD tinha feito nenhuma capa (risos) Assim foi o meu início profissional! Foi na marretada, na martelada (risos). Lasquei-me bastante, mas tive a oportunidade de participar ativamente de tudo. E de aprender a fazer de tudo, desde gravar violão, arranjar, produzir, mixar e tudo mais que envolve uma produção musical!

6-) RM – Fale do seu primeiro CD (músicos que participaram nas gravações).? Qual o perfil musical do CD? E quais as musicas que estão entrando no gosto do seu público?

CD - O meu primeiro CD já falei na pergunta acima. Na verdade eu já gravei três CDs. Os dois primeiros: “Parceria” e “O Enigma”. Eu considero como trabalhos experimentais, neles eu procurei aprimorar e segmentar o meu estilo musical. O terceiro CD chama-se “Ebulição de Idéias”. Eu considero como o primeiro CD em termos de condições de atingir o mercado fonográfico. Foi gravado nos estúdios Curumim e Mor - SP. Produzido por mim, e pelo meu amigo e produtor Alisson Mor (agora nós dois com muiiiito mais experiência). As condições são outras, tudo melhorou muiiiiito (risos). No primeiro CD o estúdio não tinha nem tratamento acústico e o microfone era da marca Leson amarrado num cabo de vassoura (risos).

No CD “Ebulição de Idéias” tem a participação do grande artista e meu conterrâneo: Zé Geraldo na Música S.O.S. E do cantor e compositor potiguar Arleno Farias, cantando comigo a canção Essência Oculta (música que fez parte da trilha sonora do filme São Paulo de Uauá, do grande cineasta Hermano Penna. O filme foi primeiro lugar entre os 820 projetos inscritos no concurso DOCTV de 2005. E foi exibido por duas vezes pela TV cultura em 2006). O CD traz ainda uma canção feita em homenagem ao grande maluco beleza: Raul Seixas. É um trabalho que tem todas as onze faixas compostas por mim. Sendo uma delas feita em parceria com o músico Nininho de Uauá. Toquei o violão em todas as faixas, trabalhei nos arranjos e na parte estética. O Carlinhos de Lia (um grande baixista que toca com o mestre Dominguinhos e outras feras da música brasileira) gravou os contrabaixos. Teve participações de dois tecladistas: Alisson e Douglas. Teve o grande Jean Trad (guitarrista que toca a mais de 20 anos com o mestre Zé Geraldo). É um CD em que me apresento de uma forma integral. Considero-o como um trabalho bastante coeso, maduro. Um CD que trouxe muitas alegrias, que abriu muitas portas e aumentou muito o meu público! Dá-me orgulho de falar sobre ele porque o considero como bastante relevante dentro do mercado fonográfico atual.

Defini-lo. Penso como sendo um CD de MPBROCK. E as músicas que estão caindo no gosto do público? Na verdade o CD como um “todo” teve uma aceitação muito boa. É um CD que difere, diverge bastante do que está ocorrendo no mercado fonográfico atual. Penso que as pessoas estão vendo neste meu trabalho uma possibilidade de seguimento ou até de uma renovação numa linha que parece que já estava se perdendo ou sendo deixada de lado por vários motivos.

Eu não fiz a música tal, exclusivamente para ser tocada no rádio (não que eu não queira que toque, entende?). Eu fiz um CD falando sobre minhas preocupações, meus problemas, sobre o meu mundo e como eu vejo o mundo. E pensando em trazer além de alegria e diversão, um pouco de inquietação, de discórdia e reflexão para um público e para um mercado que se acostumou muito com uma música de conteúdo restrito. E com um conformismo monotemático quase sempre com uma predestinação romantizada e uma overdose de alegria, pra mim muito inquietante. Mas posso sim, também dizer que tem algumas canções que o público tem mais facilidade de assimilação como: “Um Canto para Raul” que é uma homenagem ao grande Raul Seixas. E a todos os grandes malucos que fizeram e continuam fazendo a história, inclusive a todos nós simples mortais que temos coragem de construir nossa própria história ao invés de vivermos sempre sob o jugo de alguém ou de tudo que a mídia ou qualquer outro setor da sociedade nos apresenta. Tem também “O Prisma do teu Olhar” que mostra do que é capaz um par de olhos enfeitiçadores (risos). E “S.O.S” que eu canto com o Zé Geraldo.

7-) RM – Como você define seu estilo musical?

CD - Bom, já que o mercado exige (risos). Eu defino meu estilo como: MPBROCK, MPBROCKPOÉTICO. Ou poderia ser MPM (música popular do mundo – risos). Porque é uma música popular e de uma linguagem universal que pode ser assimilada, entendida em qualquer parte do mundo. Na música que eu faço não é o estilo, não é o ritmo, não é a harmonia sofisticada, não é o movimento ao qual ela pertence e não é nenhuma fusão que importa mais. O que importa mais no meu trabalho é o conteúdo, são as idéias e as inquietações que elas provocam. E as coisas que eu falo nas minhas canções são idéias universais, não dizem respeito só ao trabalhador da construção civil brasileira, ou só às prostitutas de Nova Iorque, ou só aos pobres ou só aos ricos, ou só aos cristãos ou só aos islamitas, entende? As coisas que eu falo dizem respeito a todo e qualquer ser humano, esteja ele sob quaisquer condições religiosas, sociais e esteja ele onde estiver na face do planeta terra.

8-) RM – Como é seu processo de compor?

CD - Eu sou um compositor quase que unilateral e de produção um pouco limitada. Um compositor de produtos de primeiras necessidades (risos). Ou seja, componho pra mim em primeiro lugar. Não componho muito por encomenda. As minhas composições são pensando no CD que eu vou gravar. Eu não me considero uma indústria de compor. Eu componho mais de acordo com as forças que me trazem as letras e as melodias. E isto não tem hora e nem lugares certos, pode acontecer a qualquer momento! Não que eu também já não tenha feito músicas pré-determinadas ou que não vá fazer. Já peguei um tema e trabalhei em cima até sair uma canção, mas como eu não vivo de fazer música pra outros gravarem, não tenho tanta necessidade de compor muitas canções. Então, não fico trabalhando tanto neste sentido. Aguardo pelos momentos em que me é soprado, que as energias me vêem e assim economizo meu tempo pra fazer outras coisas. Como tocar meus projetos e seguir com minhas leituras, minhas experiências, meus estudos, minhas observações e minhas conversas com os amigos!

9-) RM – Quais são seus principais parceiros musicais?

CD - Então, como eu já disse acima. Eu não tenho muitas composições, consequentemente eu não tenho muitos parceiros. Mas no CD - Ebulição de Idéias, tenho a canção “Essência Oculta” em parceria com Nininho de Uauá (acho que com ele tenho mais de cinco canções). Fiz algumas parcerias com músicas diferentes de meu estilo para outros artistas gravarem. Exemplo eu fiz a música Viola aquarela com meu grande camarada Alisson Mor e com o João Miranda (que é um compositor de música caipira). Esta música foi gravada pelo Alisson e pela dupla Lourenço e Lourival no CD e DVD históricos de 50 anos de carreira da dupla.

10-) RM – Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

CD – Os prós - É a liberdade para fazer as coisas do seu jeito. E não do jeito que a gravadora e os produtores querem. Mas se você é um artista que tem um estilo parecido ou igual aos que já estão no mercado e que não tem nenhuma noção de como as coisas funcionam, será muito difícil você conseguir se estabelecer como independente no começo de carreira. Mas, no meu caso ser independente na minha entrada no mercado fonográfico está sendo uma grande vantagem e um aprendizado fantástico. Sou muito feliz por não ter que dar satisfação a ninguém, a não ser ao público que está começando a acompanhar o meu trabalho. O sistema está viciado, as gravadoras não sabem mais projetar novos artistas. Os divulgadores não sabem trabalhar sem pagar o jabá. E os produtores tradicionais têm dificuldades de trabalharem com um artista que não tenha apelo midiático (como beleza física e música romantizada ou de uma letra mais banalizada) e com um trabalho mais fácil para o povo assimilar. Além de acharem difícil que uma música de um conteúdo mais edificante possa ser também ao mesmo tempo popular no sentido de atingir realmente o povo. Eu penso que ao povo está faltando mesmo é oportunidade de conhecerem ou verem veiculadas outras vertentes musicais. E acho que falta aos artistas de renome ter a coragem pra romperem com os velhos arreios das grandes companhias. E aos novos artistas que são vítimas de sua vaidade, a vontade de fazer sucesso rapidamente, aparecer na TV. E querem a qualquer custo chegarem às grandes gravadoras porque acreditam que assim estarão garantidos como novos ídolos do Brasil! E aí forma o círculo vicioso que mantém a mesmice do mercado. Como diria Raulzito: falta cultura pra cuspir na estrutura! E aí está o X da questão.

O público acostumou-se muito com o que as grandes gravadoras empurravam de cima pra baixo, mas tudo tem um limite, estava na cara que o povo se enfastiaria de tanta coisa sem nenhum fundamento e iria começar a desconfiar dos produtos destas empresas massificadoras. É como você pegar uma criança de três anos de idade querendo comer doce e você ir dando o doce. É evidente que ela, se não passar mal, pelo menos chegará uma hora que não vai querer nem ver doce pela sua frente. É nesse ponto para mim o “Calcanhar de Aquiles” da indústria fonográfica. Um dos principais motivos para sua derrocada e não outros motivos que se apregoa como a pirataria. Como eu não tenho nenhuma ligação com as majors ou com os esquemas tradicionais, não corro o risco de ser taxado como mais um empurrado de cima pra baixo, mais uma jogada de marketing do mercado fonográfico. O público passa a ter um maior respeito por mim e pelo meu trabalho quando descobrem que sou independente. E não corro o risco que me vejam com esta desconfiança neste momento em que estou entrando no mercado.

Os contras - São muitos porque você não tem uma estrutura que possibilite fazer com que suas músicas cheguem aos ouvidos do povo. Mas estamos vivendo novos tempos e a internet é só mais um dos novos meios de se divulgar e se firmar como artista. Aí é uma questão de talento, inteligência, estratégia e de trabalho.

11-) RM – Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

CD - Dentro da minha proposta musical não surgiu ninguém nos últimos 20 anos. Não estou dizendo que sou melhor nem pior que ninguém. Mas dentro do que eu faço não apareceu ninguém nesse período. O Cazuza é o que mais a minha proposta se aproxima (mesmo sendo ainda muito diferente). Surgiram grandes artistas como: Zeca Baleiro, Lenine e Chico César, mas as propostas musicais são bastante diferentes da minha.

Quem regrediu? Eu não tenho tido tempo e ainda não pensei sobre isto. Mas o cenário musical brasileiro sempre foi, é e sempre será maravilhoso! São infinitas as coisas boas que existem. O problema não está no cenário e sim no mercado. Quem está em crise é o mercado fonográfico e não o cenário musical brasileiro que é com toda certeza um dos mais férteis do mundo! E sobre o mercado brasileiro eu vou gravar uma música: “A Saga Cesardiana no País do Jabaculê” no meu próximo CD. Deixo aqui a letra. Acho que dá pra se ter uma noção de como eu me vejo dentro dele.



“A Saga Cesardiana no País do Jabaculê”

César Di.



Eu já li os sertões de Euclides da Cunha

Já li Kafka, a bíblia, Machado de Assis

Mas aprender sobre mim mesmo

Foi a maior das leituras que já fiz

E Ganhei um grande presente da vida

Faço história, sou dono do meu nariz



Hoje eu vejo muitos bonecos

Cantando com voz de bezerro desmamado

Fazendo careta , se espremendo

Como se estivessem com os testículos esmagados

Seguindo a cartilha de um sistema podre

E pregando um amor banalizado



Eu já estou de saco cheio de ver

Rock’n roll de guitarra sem atitude

São toneladas de estereótipos sem cérebros

Desesperados atrás da juventude

Onde está a verdade desta gente

Que Deus venha logo e nos ajude



Eu já naveguei pela internet

Já sei o que é byte, orkut, download,

Conheço o computador

Mas aprendi que a verdadeira evolução

É aquela que vem do interior

Capacidade de analisar a situação

Crescimento, cultura, essência, amor



Um outro dia na avenida central

Um camarada me indagou

Se eu não sou um artistazinho

Eu respondi que eu nunca quero ser um artisticuzão

Dominado pela incapacidade de um monte de cérebros mesquinhos

Eu não vou fazer putaria, troca-troca, jabá, romanticuzinho



Porque entra ritmo e sai estilo

E permanece a mesma composição

É dor de corno, chifre, erotismo, idéia sem conteúdo

Assassinato do senso crítico, masturbação

É a cultura do empurra goela abaixo

Futilidades, burrice, exploração



E eu já vou parando por aqui

Deixo meu abraço à todos que me querem bem

Que me desculpem aqueles a quem eu não elogiei

Quem sabe eu possa dizer no ano que vem

Porque eu não quero ser chamado de puxa-saco

Eu não sou advogado de ninguém!!!!!

12 – RM – Você se incomoda quando vêem semelhança do seu trabalho com o do Raul Seixas?

CD - Não, não me incomodo nenhum pouquinho. Porque acho que tenho um trabalho também consistente, não sou um aventureiro no mercado. E comparações são apenas mais uma coisa que acontece a todos os artistas (principalmente no começo de carreira). É muito comum e aconteceu inclusive com o próprio Raul. Com o passar do tempo o público vai assimilando o trabalho de quem realmente tem o que dizer e os oportunistas vão ficando pela beira da estrada. E as semelhanças realmente existem. Não como as pessoas pensam ao terem o primeiro contato com o meu trabalho. Porque muitos acham a voz parecida, mas eu particularmente não acho. Raul tinha um timbre bem mais agudo e com mais médio, atingia tons mais altos e forçava mais pra chegar a isto. Enquanto que a minha voz tem mais grave e é mais encorpada que a dele. Mas de qualquer forma esta é uma comparação inútil da minha parte, não leva a nada. A semelhança está no estilo, às idéias das letras são tiradas das mesmas fontes (literatura, textos e algumas experiências parecidas). Mas, Raul é um mito, é o maior, é uma das minhas referências e é referência pra muitos e muitos outros artistas. Pra mim é imortal. E eu não vejo problema nenhum em dizer que tenho nele, sim, uma grande referência. Assim como ele tinha suas referências como Beatles, Elvis Presley, Chuck Berry e Litlle Richard.

Mas minhas músicas são resultados das minhas leituras, das minhas observações e da minha própria vivência que foi muito difícil no começo. Além é claro dos sons que já ouvi e das minhas experiências pessoais! Digo sobre o meu começo difícil porque é justamente esta minha superação pessoal que me faz ter a certeza do que estou dizendo nas canções! Quando eu digo que você pode fazer a sua própria história, que todos podem melhorar de vida (espiritualmente, psicologicamente, financeiramente). Desenvolver todos os nossos sentidos, inclusive o sexto sentido. Eu não estou dizendo por que o Raul e meus outros ídolos disseram, mas sim porque eu passei por isso. Eu melhorei e continuo melhorando, estou conquistando o meu espaço na Música Popular Brasileira contra todas as estatísticas. Portanto eu uso minhas canções como um meio de aprendizagem e crescimento. Faço canções antes de tudo pra mim, como se fosse o meu analista. Se agradar a outras pessoas, muito bom. Mas se não agradar, já serviu em primeiro lugar pra mim.

E na verdade eu estou muito feliz com os fãs do Raul que estão agora passando a curtir o meu trabalho também. Acho que eles entendem que eu não sou uma continuação do Raul, até porque isto seria impossível (dado a sua grandeza e sua importância para a cultura brasileira). E sim, mais um artista que não tem medo de reverenciar o seu ídolo. E ainda alguém em quem eles podem confiar e esperar um trabalho consistente, autoral, autêntico, uma arte verdadeira, transparente, sem truques mercadológicos e sem máscara. E, que não é alienante e que traz questionamentos importantes (como foi o trabalho do nosso grande Raulzito). Digo isto com todo respeito porque Raul é o mestre! Agora, achar ruim quando o povo vê semelhanças no meu trabalho com o do Raul seria o mesmo que pedir ao povo para escutar Mozart e logo depois Beethoven e não gostar quando dissessem que acharam semelhanças entre eles. Sendo que os dois fazem música clássica, mesmo que cada um tenha suas marcas registradas (pelo menos aos ouvidos dos mais conhecedores do assunto).

13-) RM – Porque você optou por letras que abordam temais sociais e filosóficos?

CD - Quando tomei consciência que estaria entrando na música profissional. E quando vi que realmente já não ia ter mais volta, a primeira coisa que fiz foi fazer um pacto comigo mesmo. Escrevi em um papel e guardei pra que me servisse como um eterno lembrete. Vou colocar aqui o que eu escrevi: “Quero ser reconhecido pelo meu talento e pelo meu trabalho. E vou trabalhar com uma música de boa qualidade, que tenha apelo popular e comercial, mas sem ser vulgar, para que sirva para levar às pessoas além de alegria, também: educação, esperança, sonhos... Esta é uma causa minha, tenho que fazer uma música diferente”.

Por aí você vê não é?! Quero sim que minhas letras provoquem certa inquietude e que convidem as pessoas a pensar, refletir. Espero que além de diversão e alegria (que são fundamentais), tragam também possibilidades de edificação do ser humano. E espero que possam ajudar as pessoas de alguma forma a crescerem na vida. Sendo assim, acho que estou dando minha pequena contribuição para um mundo melhor. Sinto-me útil e feliz por ter uma causa pela qual possa contribuir para minha evolução e pela evolução das outras pessoas. Se eu vencesse e me tornasse um milionário da música (fazendo outro tipo de letra). E pudesse com o meu dinheiro contribuir para matar a fome no mundo. Mesmo assim eu não seria tão feliz, se minha música não estivesse contribuindo para o crescimento e evolução destas pessoas. Podemos ajudar as pessoas a descobrirem a origem de seus problemas para que assim elas possam procurar resolvê-los pelos seus próprios métodos. Eu não sou um intelectual, um letrado, um professor e não quero ser mestre de ninguém. Minha luta é pra que eu me torne mestre de mim mesmo. E que assim possa ser com as outras pessoas. Que elas possam perceber o quanto é possível melhorar, crescer e evoluir. Antes de acharem que toda a culpa pelos seus problemas está: nos outros, no padre, no pastor, no governo, no sistema, no mercado, na putaria, no puritanismo ou em qualquer outra coisa. Vamos assumir nossos problemas e lutar para nossa própria evolução. Existem os problemas sociais, políticos, estruturais. Claro que existem, mas podemos sim, apesar de tudo melhorar muito a nossa vida e o mundo que nos rodeia.

Quero deixar claro que eu não sou um fissurado, que fico o tempo todo com este discurso chato (risos). Todos nós temos que ser felizes, a vida é boa pra ser vivida. Temos sim, que ter consciência das coisas, mas não podemos deixar de sermos alegres, simpáticos, corteses, felizes enfim.

14-) RM – Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

CD - O Zé Geraldo, o Zé Ramalho. Não que eu concorde com tudo que eles façam, mas são grandes exemplos.

15-) RM – Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical ?

CD - Já aconteceu de tudo (risos). No começinho, antes do meu primeiro CD, fui fazer uma apresentação em que eu iria cantar quatro músicas. Eu, por medo, insegurança, deficiências no som errei as letras das quatro músicas, mas dei sorte porque conseguia balbuciar qualquer coisa como se estivesse cantando corretamente e consegui sair vivo do palco (risos)

16-) RM – O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

CD - Até agora nada me deixou triste na carreira musical. Isto porque eu acho que descobri como funcionam as coisas. Sei aguardar o meu momento e não ficar me martirizando por não estar assim ou assado, entende? Aprendi que tenho que fazer meu dever de casa ao invés de colocar a culpa só na estrutura. E as coisas estão acontecendo, parece que tudo está seguindo um curso correto. Quando consigo algumas parcerias as coisas caminham um pouco mais rápidas. Se não, vou levando no meu ritmo, demoro um pouquinho mais, mas tenho certeza que estou no caminho certo e que já tenho conquistas muito importantes. Pra mim, o mais difícil para um artista é ele estar pronto (em todos os sentidos). O resto é conseqüência do trabalho, do grau de comprometimento e da criatividade de cada um. Se suas composições são boas, sua imagem está legal, seu CD está bem gravado, a capa está correta, o Release está bem feito, sua voz é agradável, suas idéias estão claras e de fácil compreensão, sua postura está de acordo com o seu trabalho, seu show está legal, sua entrevista está compreensível. Sua vida particular e financeira não estão desgovernadas. Se você não mete os pés pelas mãos, se sente seguro daquilo que se está fazendo e se tem consciência do seu talento. Então o negócio é não ter desespero e trabalhar porque mais cedo ou mais tarde as coisas vão acontecer em um âmbito mais confortável. Tudo é uma questão de tempo, portanto não há necessidade de pânico e tristeza.

17-) RM – Nos apresente a cena musical paulistana?

CD - Eu freqüentei muito os eventos em São Paulo, conhecia tudo, mas depois que coloquei meu projeto também em andamento não tenho tido muito tempo para acompanhar. São Paulo é uma cidade em que tudo e todos se encontram, se misturam e se fazem presentes. Temos grandes nomes da música brasileira que sempre tocam por aqui e muitos que ainda moram por aqui, como Zé Geraldo, Zeca Baleiro, Chico César e muitos outros. Mas têm muitas coisas acontecendo, como O Teatro mágico (trupe de artistas que proporciona um show em que você tem música, teatro, exibições circenses, um espetáculo que junta tudo numa coisa só, malabaristas, atores, cantores, poetas, palhaços, bailarinas). E que tem uma proposta independente que vale a pena prestar atenção.

18-) RM – Você acredita que sua música vai tocar nas rádios sem pagar o jabá?

CD - Neste primeiro momento não tenho trabalhado com a prioridade de fazer uma música minha tocar no rádio. Tenho trabalhado nesta fase no sentido de me consolidar como um novo artista. Alguém com relevância, uma nova ideologia, uma nova proposta, uma nova filosofia dentro do mercado fonográfico. Tenho certeza que chegará a hora em que as rádios vão se sentir pressionadas a tocarem as minhas canções. Mesmo que algumas rádios tenham que se manter por uma estrutura “jabazeira”. O povo também é levado em consideração. O povo pressiona, o povo pede. E aí a rádio fica numa situação difícil e acaba tendo que tocar. E como tenho mostrado o meu trabalho para o povo, faço música para o povo, sou do povo, sou o povo. E venho juntado uns “malucos” que estão curtindo o trabalho. O Brasil não é feito só dos grandes centros urbanos, onde é mais praticado a “Jabaculança”. O Brasil é um país enorme e com um interior maravilhoso, onde se há muito mais abertura para novos trabalhos e novos artistas. Tenho percorrido várias cidades do Brasil onde além de fazer shows é possível mostrar o trabalho e fazer toda mídia local. E isto dá um resultado muito bom. O problema é que muitos artistas ficam bitolados nas grandes capitais e se esquecem da grandeza do Brasil. O que eu não posso fazer é ficar esperando as coisas caírem do céu, vou atrás dos shows, das parcerias, das coisas que são possíveis. Se acontecer das músicas tocarem nas rádios, maravilha. Se não, vou continuar o meu trabalho assim como sempre foi.

19-) RM – O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

CD – Posso dizer que a primeira coisa é ter os pés no chão. Nada de ilusões e de sair metendo os pés pelas mãos (em todos os sentidos). Vou repetir aqui uma resposta que já dei: Pra mim, o mais difícil pra um artista é ele estar pronto (em todos os sentidos). O resto é conseqüência do trabalho, do grau de comprometimento e da criatividade de cada um. Se suas composições são boas, sua imagem está legal, seu CD está bem gravado, a capa está correta, o Release está bem feito, sua voz é agradável, suas idéias estão claras e de fácil compreensão, sua postura está de acordo com o seu trabalho, seu show está legal, sua entrevista está compreensível. Sua vida particular e financeira não estão desgovernadas. Se você não mete os pés pelas mãos, se realmente se sente seguro daquilo que se está fazendo e se tem consciência do seu talento. Então o negócio é não ter desespero e trabalhar, mais cedo ou mais tarde as coisas vão acontecer em um âmbito mais confortável. Tudo é uma questão de tempo, portanto não há necessidade de pânico e tristeza.

20-) RM – Quais os projetos futuros?

CD - Vou continuar o trabalho que estamos fazendo pela internet e quero levar o Show: “Ebulição de Idéias”(Principalmente através do Projeto “Cantando Idéias”, que é um trabalho que estamos desenvolvendo nas escolas e tem sido um grande sucesso de crítica e de público) ao máximo de lugares possíveis. Espero poder tocar em muitas cidades pelo Brasil. Agradeço essa revista que é um veículo da máxima importância para a Música Brasileira. Deixo um abraço especial para a galera do orkut, do youtube, do myspace e do palcomp3. Que tem espalhado de uma forma estrondosa o meu trabalho pelo Brasil e pelo mundo. Quem ainda não nos viu por lá é só digitar “César Di” tanto no youtube quanto no orkut, ou no myspace e dar uma conferida nos vídeos, nos shows, nas comunidades, no Fã Clube, enfim, em tudo.

Contatos:

Sites: www.myspace.com/cesardi

www.cesardi.com.br

www.palcomp3.com.br/cesardi

contato@cesardi.com.br

cesardicantor@hotmail.com

10 de abr. de 2010

Morre Ivo,vocalista da Blindagem

(OFF)Morre Ivo,vocalista da Blindagem
Faleceu na noite de quinta-feira (08), no Hospital das Clínicas de Curitiba, Ivo Rodrigues, vocalista da banda Blindagem. Ivo se submeteu a um transplante de fígado, em junho de 2009, e nos últimos tempos lutava contra a leucemia. O cantor era o líder da banda e torcedor apaixonado do Coritiba. Ivo tinha 61 anos e deixou esposa e dois filhos.
O corpo do músico, que era natural de Porto Alegre, mas veio para Curitiba com a família aos três anos de idade, e que durante muito tempo foi parceiro do poeta curitibano Paulo Leminski, está sendo velado no saguão do Teatro Guaíra.
Trajetória
Incentivado pelo pai começou a participar de programas de auditório em rádios de Curitiba, como a extinta Rádio Guairacá; também foi cantor mirim da Rádio Clube Paranaense e estudou no Instituto Adventista Paranaense, onde cantou música gospel durante os cultos.
Em 1966, foi premiado em programa da TV Paranaense com o troféu Barra Limpa, como melhor cantor e melhor conjunto do Sul do Brasil. Em 1969, Ivo excursionou pelo País junto com a cantora Rita Lee, pela banda A Chave. Com o fim de A Chave, Ivo foi convidado para ser o vocalista do Blindagem.
Às 16h30, um cortejo deixará o Teatro Guaíra e partirá para o Cemitério Municipal, onde, às 17h, Ivo será sepultado. Mais informações na edição deste sábado dos jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná, bem como no site oficial da banda
Blindagem www.bandablindagem.com.br.
http://www.parana-online.com.br/editoria/almanaque/news/439643/?noticia=MORRE+IVO+RODRIGUES+VOCALISTA+DO+BLINDAGEM

1 de abr. de 2010

Chico Xavier - Muitas vezes o Pré-Julgado! Mesmo assim não se preoculpando e sim Realizando!!!

...Estava aqui devaniando neste período extremamente perfeito a reflexão...e totalmente receptivo a qualquer pensamento sem preconceito de idéias ou tabus e me veio a mente como as pessoas extremamentes divinas capazes de dividir o tempo entre antes e depois de si...como os artistas que dividiram épocas, como os esportistas que quebravam limites quase ilimitados...que lideres que pregavam a mudança total de percpção em relaçào a tudo, sabe...Cristo nunca construiu uma Catedral de pedra mas a Catedral que ele construiù jamais será destruída...lembrei-me que a partir de atitudes micras podemos visualizar as máximas,lei da física,...Indaguei a mim se Buda construiu várius palácios, Ghandi talves? que eu saiba não também , este pregou a paz e a igualdade !
E o grande Chico Xavier?
Também não...nunca fez milagres,só reafirmou ...o que os grandes mestres disseram e dividiu o tempo em Antes e Após....Chico Xavier...A grande seta.

Agora merecidamente e nescessáriamente a divulgação do seu trabalho, criou-se alguns documéntos, como um filme que deverá estrear em breve...ainda nào assiti o filme, mas posso descrever que nào verào nada de estraordinário ....nada de milgres ou intervençòes e sim a divulgaçào doque deveria ser o bem comum entre todos : A comprenção das diferenças e a aceitaçào dessas...Chigo ajudou aos pobres de Espirito e aos pobres de Matéria, ....
Estarei setenta e vezes sete entre vocês e vocês setenta e vezes sete não me reconhecerào...perdoem a si mesmos e a todos e a tudo asim como eu lhes perdoei e perdoarei setenta e sete vezes sete...vezes!
Esta é a compreençào da aceitaçào das linhas tortas dos plnos retos...a Fé!!!

É divino viver neste tempo de ampliaçào de horizontes...obrigadissimo.

Raul Seixas & Marcelo Nova & Envergadura Moral (1989 - Londrina pr)

Olha ae...Audio de videos originais do Raul Rock Club, leia-se grande Sylvio Passos, e disponibilizados no youtube e convertidos em audio:

The download link is: http://sharebee.com/95381c3f
Filename: (1989)Raul Seixas & Marcelo Nova & Envergadura Moral....rar Size: 79.56 MB

Percebe-se claramente a lucides de Raul nestes arquivos ao contrário de vários meios de comunicação e alguns babacas que juravam que Raul estava escorado em Marcelo Nova, este como já testemunharam alguns possuidor grande Carater!!!

Ao Sylvio além da admiraçào agradecemos toda a dedicação para com o patrimonio de Raul Seixas!!!

Origem dos documentos:
www.youtube.com.br / Raul Seixas Londrina

Beleza

27 de mar. de 2010

O Perdão: Pois somente será perdoado aquele que perdoa. Essa é a lei! Por: Cristiane Bicca!!!!

16/11/2006
O Perdão - Cristiane Bicca


O Perdão
Por: Cristiane Bicca

Todos nós buscamos a felicidade. Mas que felicidade é essa que quanto mais se procura mais distante fica? Para que realmente a encontremos é necessário conhecermos a nós mesmos e colocarmos em prática a nossa reforma íntima, ou seja, a renovação das nossas atitudes.
Por isso, hoje, falaremos sobre o perdão, uma das maiores virtudes, através das quais alcançaremos a paz e a felicidade interior.
Como nos mostra Miramez em Horizontes da Mente, o PERDÃO é um fato, sem que exista discussão sobre o assunto, pois se fundamenta no amor e é sustentado pela caridade, sem insultar a lei da justiça.
Infelizmente, nosso conceito de perdão pode limitar ou dificultar a nossa capacidade de perdoar. Dizem que perdoar é coisa de gente fraca , medrosa, boba. Possuímos crenças negativas de que perdoar é aceitar de forma passiva tudo o que nos fizeram. Achamos que perdoar é aceitar agressões, desrespeito aos nossos direitos. Muitos afirmam: "eu não levo desaforo para casa!..." Somos alguns destes?
Será que a pessoa que perdoa demonstra fraqueza de caráter? Temos a certeza que não.Aliás esta certeza não é nossa, mas do Cristo que nos recomendou e viveu o perdão incondicional. E não consta que o Mestre tenha demonstrado em Sua vida fraqueza de caráter. Alguns até pensaram que ele era meio fraco, já que quando perseguido e açoitado, não esboçou qualquer gesto de reação e no auge do seu martírio ainda foi capaz de pedir ao Pai que perdoasse os seus ofensores.
Até hoje ninguém lembra daqueles que o crucificaram, mas o nome do "imaginado fraco", do grande pacificador, cruzou os mares, venceu a linha do tempo, ficando conhecido em todo o mundo, a tal ponto de dividir a história da humanidade em antes e depois Dele.
Não existe uma razão plausível para não perdoar, mas existem muitas razões para exercitarmos o perdão. Vamos ver algumas delas?
A primeira razão para perdoar encontra-se na constatação de que todos nós ainda somos imperfeitos. Não há ninguém, no atual estágio do planeta Terra, que tenha atingido a perfeição, por isso, o erro faz parte das nossas vidas. A visão da eternidade, que a doutrina espírita nos mostra, abre os nossos horizontes, pois se já percorremos inúmeras encarnações, muito já aprendemos, porém temos que aprender outras centenas de lições. E como o Criador está em constante processo de criação, cada um de nós iniciou sua trajetória evolutiva em época diferente da dos demais. Logo, cada um de nós está em determinada faixa evolutiva, com determinados aprendizados já realizados e com muitos outros a serem realizados.
Então, se alguém nos ofende, não o faz por maldade, mas por ignorância. Ignorância, significa, que quem nos ofendeu ignora, ainda não aprendeu a lição do respeito. Somente quem tem a visão da imortalidade do espírito pode compreender a trajetória que todos nós realizamos, passo a passo, degrau a degrau.
Um exemplo simples: se déssemos a um aluno do Primeiro Grau uma equação algébrica para ele resolver, dificilmente conseguiria e nem por isso seus professores ficariam decepcionados com ele. Simplesmente entenderiam que ele não estava em condições de resolver o problema. Ele ainda era ignorante em álgebra. Futuramente não será mais.
Sendo assim, haveremos de aceitar as pessoas como elas são; cheias de virtudes e defeitos. Não há perfeição, ainda somos imperfeitos. Vamos sair da ilusão de que os outros devem ser perfeitos, principalmente quando agem conosco.
Muitos dizem: "Ah, eu me desiludi com aquela pessoa". É claro! Sabem porquê ? Porque se iludiram com ela, pensando que esta seria perfeita o tempo todo. Provavelmente, notaram muitas virtudes e aí passaram a imaginar que aquela pessoa era um "anjo caído do céu", mas quando esta mostrou os seus defeitos, veio a desilusão, o engano, a decepção. Aí, muitos dizem que não conseguem perdoar porque estão muito magoados. Porém, o problema não está no outro, pois era previsível que por mais especial que esta pessoa fosse, um dia acabaria agindo de forma diferente daquela que esperávamos. O erro está em nós, que não aceitamos as pessoas como elas são.
Será que estamos aceitando as pessoas como são? Será que não estamos esperando muito dos outros? Será que estamos esperando lidar com seres angélicos num planeta de provas e expiações?
Podemos dizer: Sem Aceitação, Não há Perdão!
Nos aceitando e aos nossos irmãos como eles são, nossos relacionamentos ficarão melhores. Sabem porquê? Porque não haverá tanta cobrança, tanta expectativa. E quando eles ou nós errarmos, e eventualmente nos prejudicarmos, haveremos de lembrar do Mestre Jesus, que perdoou a todos, exatamente porque aceitou a cada um de nós do jeitinho que somos.
Um outro motivo para esquecermos as ofensas está na constatação de que o perdão traz um grande alívio para quem perdoa. Nem sempre para quem é perdoado. Porque muitas vezes quem é perdoado não consegue se livrar da sua consciência, mas este também precisa aprender a se perdoar e a recomeçar novamente. O autoperdão também é importante. Para que reconhecendo os nossos erros encontremos forças para reformular nossas atitudes e começar uma nova vida.
Considerando a própria fragilidade, o indivíduo deve conceder-se a oportunidade de reparar os males praticados, reabilitando-se perante si mesmo e perante aqueles a quem haja prejudicado.
O arrependimento, puro e simples, se não acompanhado da ação reparadora, é tão inócuo e prejudicial quanto a falta dele.
O autoperdão ajuda o amadurecimento moral, porque propicia clara visão responsabilidade, levando o indivíduo a cuidadosas reflexões, antes de tomar atitudes agressivas ou negligentes, precipitadas ou contraditórias no futuro.
Quando alguém se perdoa, aprende também a desculpar, oferecendo a mesma oportunidade ao seu próximo.
Caso não nos perdoarmos ou não perdoarmos alguém, carregaremos os sentimentos de mágoa e ressentimentos e este lixo tóxico produzirá em nosso organismo doenças de difícil tratamento. Por que? Porque se alimentarmos idéias de ódio e vingança entramos na mesma sintonia de agressão e sobrecarregamos nossos centros energéticos, perturbando o nosso organismo, desencadeando um mundo de distúrbios, fazendo com que nosso espírito sofra as conseqüências do que provocou.
Eis o porquê do PERDÃO.
Muitos podem estar se perguntando como podemos aprender a perdoar.
Uma das ferramentas básicas para alcançarmos o perdão real, é conseguirmos nos manter a uma certa "distância psíquica" da pessoa, do problema ou das discussões. O que seria esta distância psíquica? É conseguirmos analisar, o problema como se não fosse conosco. Porque este distanciamento fará com que não exageremos na interpretação do problema, caindo em impulsos desequilibrados causando uma sobrecarga em nossa energia mental. A mente com este desequilíbrio dificulta o perdão. Então, nos desligando da agressão ou do desrespeito, nosso pensamento vai sintonizar com mais clareza e nitidez no bem, renovando a "atmosfera mental".
Ao desprendermo-nos mentalmente, passamos a usar construtivamente os poderes do nosso pensamento, evitando os "deveria ter falado ou agido", eliminando da nossa imaginação os acontecimentos infelizes que aconteceram conosco.
É fator imprescindível, ao "separar-nos" emocionalmente de acontecimentos infelizes, a TERAPIA DA PRECE como forma de nos harmonizarmos, pois a prece refaz os sentimentos de paz e serenidade, facilitando a harmonização interior.
Desligar-se não é um processo de nos tornar insensíveis e frios, comportando-nos como criaturas inacessíveis as ofensas e críticas. Desligar-se, quer dizer deixar de alimentar-se das relações destrutivas, desvincular-se mentalmente das relações doentias ou de problemas que não podemos solucionar no momento.
Ao soltarmo-nos desses fluidos que nos amarram a essas crises, temos a chance de enxergarmos novas formas de resolver dificuldades e desenvolvermos a nobre tarefa de nos compreender e compreender os outros.
Quando aceitaremos fazer este "distanciamento" mais facilmente? Quando conseguirmos acreditar que cada ser humano é capaz de resolver seus problemas, e é responsável por todos os seus feitos na vida, permitindo que sejam, e se comportem como queiram, dando-nos a nós essa mesma liberdade.
Viver nos impondo certa "distância psicológica" às pessoas ou coisas problemáticas, sejam entes queridos difíceis ou companheiros complicados, não significa que deixaremos de nos importar com eles ou de amá-los ou de perdoar-lhes, mas sim de viver sem enlouquecer pela ânsia de tudo compreender, suportar e admitir.
Compreendendo, que ao promovermos, este distanciamento psicológico, teremos mais habilidade e disponibilidade para percebermos o processo que há por trás dos comportamentos agressivos, permitindo-nos não reagir da mesma maneira que fazíamos e sim olharmos "como é, como está sendo feito" nosso modo de nos relacionar com os outros, isto nos leva a começar a entender a dinâmica do perdão.
Uma das mais eficientes técnicas de perdoar é retomar o vital contato conosco mesmo, deixando-nos de ser vítimas de forças fora do nosso controle para transformar-nos em criaturas que criam sua própria realidade de vida, pois como já diz o nosso querido Divaldo Pereira Franco:
"O PERDÃO É SEMPRE PARA QUEM PERDOA".
Por isso, não nos contaminemos pela raiva, pela cólera e pela mágoa. Vivamos em paz e com a nossa consciência tranqüila pronta para merecer o perdão das pessoas que prejudicamos com os nossos atos, palavras e pensamentos, pois somente será perdoado aquele que perdoa. Essa é a lei.
Façamos uma proposta conosco mesmo: passemos uma borracha em todos os sentimentos de mágoa que e ainda temos. Libertemo-nos do ódio, expulsemos a mágoa, perdoemos os nossos ofensores e a nós mesmos, pois todos nós necessitamos do perdão Deus ensinado por Jesus na oração do Pai Nosso.
Se Deus, a Suprema Bondade, compreende nosso erros, porque não haveríamos de entender os erros alheios?
Experimente perdoar, pois quem aprender a perdoar jamais se esquecerá, por sentir os efeitos de felicidade que advém deste fato.
Origem do documento:
http://www.espirito.org.br/portal/palestras/ceecp/o-perdao.html

Postado por Venâncio Rock and Roll às 00:35


Grande repostagem..coisa de gente da gente..abraço!

O Que Significa Perdoar?

O Que Significa Perdoar?
José tinha apenas dezessete anos quando seus irmãos, friamente, venderam-no para a escravidão. Separado de sua família e do seu país, ele atingiu a posição de supervisor da casa de Potifar, seu senhor egípcio. Mas o desastre atingiu-o novamente. Ele recusou os avanços sexuais da esposa de Potifar e ela acusou-o falsamente de assediá-la. Ele foi posto na prisão, onde, mais uma vez, o Senhor estava com ele e se tornou o supervisor dos outros prisioneiros. José permaneceu nessa prisão pelo menos durante dois anos (Gênesis 37; 39).

Faraó, rei do Egito, teve um sonho e desejava sua interpretação. José foi capaz, pelo poder de Deus, de interpretar o sonho de Faraó e foi exaltado a uma posição de poder próxima à do próprio Faraó. Este fê-lo encarregado da armazenagem e da distribuição dos cereais em toda a terra do Egito. Foi depois disto que os irmãos de José vieram ao Egito para comprar cereais. Estava dentro do poder de José tomar vingança contra aqueles que tinham pecado contra ele tantos anos atrás. Contudo, a Bíblia nos conta que José experimentou seus irmãos e, tendo visto o arrependimento deles, recebeu-os com lágrimas e afeto (Gênesis 45:1-15). Ele os tinha perdoado por seu pecado.

Muitas pessoas não perdoariam, como José o fez. Não é fácil, freqüentemente, perdoar, e quanto maior a intimidade que temos com aquele que peca contra nós, mais difícil é perdoá-lo. As Escrituras nos ensinam, contudo, que a má vontade em perdoar os outros nos retira o perdão divino. Jesus ensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:14-15). Desde que todos os indivíduos responsáveis diante de Deus necessitam de perdão, é portanto indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão.


O que é o Perdão?
A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).

A boa nova do evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz. Quando aceitamos o convite para a salvação através de nossa obediência aos mandamentos de Deus, ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa por nossas transgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somos perdoados!

O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deus seja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de Davi a respeito de Bate-Seba e Urias muito tempo depois que Davi tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoada da dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (veja Romanos 4:7-8).


O Perdão é Condicional
É importante entender que o perdão de Deus é condicional. Deus perdoa livremente no sentido que ele não exige a morte do pecador que responde a seu convite de salvação, permitindo que a morte de Jesus pague a pena por seus pecados. Contudo, Deus exige fé, arrependimento, confissão de fé e batismo como condições para o perdão do pecador estranho (Marcos 16:16; Atos 2:37-38; 8:35-38; Romanos 10:9-10). O perdão é também condicional para o cristão que peca. O arrependimento, a mudança de pensamento, precisam ocorrer antes que o perdão divino seja estendido (Atos 8:22). Deus nos chama a perdoar assim como ele perdoa. Quando alguém peca contra mim, ele se torna um transgressor da lei de Cristo. Eu o considero um pecador. Se ele se arrepende e pede para ser perdoado, eu tenho que perdoá-lo, isto é, libertá-lo de sua culpa como transgressor. Quando eu o perdoo, não o considero mais um pecador. Posso não ser literalmente capaz de esquecer o pecado que ele cometeu mais do que Deus literalmente "esquece" nossos pecados, mas preciso deixar de atribuir a ele a culpa pelo seu pecado. Deste modo, eu o liberto de sua "dívida"”

E se o pecador não se arrepender? Tenho que perdoar aquele que peca contra mim, mas não se arrepende? Talvez esta pergunta seja melhor respondida pelas palavras de Jesus: "Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4). Jesus indicou que o perdão deveria ser estendido quando o pecador se arrepende e confessa seu pecado. Precisamos também lembrar que Deus sempre exige arrependimento como condição de divino perdão. Deus não exige de nós o que ele mesmo não está querendo fazer.


Perdão Não É . . .
De fato, se libertamos o pecador de sua culpa sem arrependimento, encorajamo-lo a continuar em seus modos destruidores. O perdão não é a desculpa pelo pecado. Algumas pessoas "esquecem," isto é, ignoram os pecados cometidos contra elas porque têm medo de enfrentar o pecador. Entretanto a Bíblia é bem explícita sobre o curso da ação a ser seguida quando um irmão peca contra mim (Lucas 17:3; Mateus 18:15-17). O perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância e permissão do pecado. O Senhor perdoará ou punirá o pecador, dependendo da reação do pecador ao evangelho, mas ele não tolera a iniquidade.

A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:17-21). O perdão, contudo, não é simplesmente uma recusa a tirar vingança. Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se de responder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressor mesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecado como um cacete para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador. Se perdoo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.

O perdão não é a remoção das consequências temporais de nosso pecado. O homem que assassina outro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá o castigo temporal da lei humana. Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto de sua vida na prisão. O perdão remove as consequências eternas do pecado!


Como Posso Perdoar?
O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica nossa relação com nosso Criador. A pessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecado cometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter sua posição como transgressor por causa de sua recusa a se arrepender, seu pecado não deverá dominar meu estado emocional.

E se o pecador se arrepender? Como posso aprender a perdoar? Jesus contou uma parábola sobre um servo que devia uma quantia enorme (10.000 talentos) ao seu rei (Mateus 18:23-35). Ele era incapaz de pagar a dívida e implorou ao rei por compaixão. O rei perdoou-o por sua enorme dívida, mas este servo prontamente saiu e encontrou um dos seus companheiros servos que devia a ele uma quantia relativamente pequena e exigiu pagamento, agarrando-o pelo pescoço. Ainda que o companheiro de servidão implorasse por compaixão, o credor entregou-o à prisão. Quando o rei foi informado dos atos de seu servo incompassivo, irou-se e reprovou este servo, entregando-o aos torturadores até que ele pagasse totalmente sua dívida. É claro que estamos representados na parábola pelo servo que tinha uma dívida enorme. Não há comparação entre as ofensas que temos cometido contra Deus e aquelas que têm sido cometidas contra nós. Jesus observou que, justo como no caso do servo não misericordioso, o Pai não nos perdoará por nossas infraçõe se não perdoarmos nossos companheiros (18:35; veja também Mateus 5:7).

Para nos prepararmos para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino (Romanos 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensa dívida no momento do batismo. Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nos perdoar, certamente podemos perdoar aqueles que nos devem muito menos em comparação (Efésios 4:32; Colossenses 3:13).

­por Allen Dvorak

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Perdoar é bem legal..não signfica que as coisas tem que voltar no ponto de origem...mas sem dúvida é um ato superior a qualquer questão..o perdão vem sempre dos Bons...botem fé.