18 de dez. de 2006

Cogumelo Psicodélico I - Cogumelomoon 60's & 70's Brasil BandasBlog- LAGRIMA PSICODELICA-EVITANDO A DUPLICIDADE DOS ARQUIVOS!

Cogumelo Psicodélico I -Cogumelomoon 60's & 70's Brasil BandasBlog-LAGRIMA PSICODELICA-
EVITANDO A DUPLICIDADE DOS ARQUIVOS REAPROVEITANDO LINKS CONFIAVEIS!
EVITANDO A DUPLICIDADE DOS ARQUIVOS!
Bom na verdade esta é uma oportunidade de reconhecer o bom trabalho que este pessoal vem efetuando em favor do rock and roll, ....
E claro colaborando de certa forma para o bom uso da rede, não adiantaria de nada baixar o mesmo arquivo e reposta-lo apenas para ter créditos!
ORIGEM DOS DOCUMENTOS:
Cogumelomoon 60's & 70's Brasil BandasBlog:.
POSTAGEM :
Realmente salvem estes links em seus preferidos!
BELEZA!
Terça-feira, Novembro 21, 2006

Cogumelo Psicodélico I

Cogumelomoon 60's & 70's Brasil BandasBlog:.
OBS: Links disponíveis no momento. Trabalhando para recuperar os links restantes !!!
A Barca do sol:
(1976) DuranteO Verão.http://www.badongo.com/file/1604693
A Bolha:
(1973) Um Passo à Frentehttp://www.badongo.com/pt/file/1535996
A Cor do Som:
(1978) Ao Vivo em Montreuxhttp://www.badongo.com/file/1605070
Almôndegas:
(1977) Alhos Com Bugalhoshttp://www.badongo.com/pt/file/1605495
(1977) Gaudêncio Sete Luashttp://www.badongo.com/pt/file/1605497
(1978) Circo de Marioneteshttp://www.badongo.com/pt/file/1605498
Ave Sangria:
(1974) Perfumes Y Baratchos ( 28 12 1974)http://www.badongo.com/file/1608793
Azimuth:
Bacamarte:
Banda Black Rio:
(1978) Gafieira Universalhttp://www.badongo.com/pt/file/1609968
Bango:
Bendegó:
(1976) Onde o olhar não mirahttp://www.badongo.com/file/1638901
Bixo da Seda:
(1976) Estação Elétricahttp://www.badongo.com/file/1656617
Blow Up:
Boca Livre:
Casa das Máquinas:
Doces Bárbaros:
(1976) Doces Bárbaros CD1http://www.badongo.com/pt/file/1661375
(1976) Doces Bárbaros CD2http://www.badongo.com/file/1661377
Golden Boys:(1970) Fumacêhttp://www.badongo.com/pt/file/1661381
Joelho de Porco:
(1976) São Paulo 1554 Hojehttp://www.badongo.com/pt/file/1661383
(1978)Joelho De Porco -Remasterizado 2006 Sony Music.
Made In Brazil:
(1976) Jack O Estripadorhttp://www.badongo.com/file/1683325
(1978) Paulicéia Desvairadahttp://www.badongo.com/file/1683326
Módulo 1000:(1972) Não Fale com Paredeshttp://www.badongo.com/pt/file/1672113
Moto Perpétuo:(1974) Moto Perpétuohttp://www.badongo.com/pt/file/1672112
Mutantes:
(1970) A Divina Comédia Ou Ando MeioDesligadohttp://www.badongo.com/pt/file/1698505
(1972) Mutante E Seus Cometas No País Dos Baurets.
Mutantes II:
(1974) Tudo feito pelo Solhttp://www.badongo.com/file/1715948
(1978) Cavaleiros Negroshttp://www.badongo.com/file/1715951
Novos Baianos:(1970) Ferro Na Bonecahttp://www.badongo.com/pt/file/1570831
(1976) Caia na Estrada e Perigas Verhttp://www.badongo.com/file/1666179
O Peso:(1975) Em Busca do Tempo Perdidohttp://www.badongo.com/pt/file/1561894
O Terço:
(1975) Criaturas da Noitehttp://www.badongo.com/file/1689202
(1978) Mudança de Tempohttp://www.badongo.com/file/1689206
Os Incríveis:(1969) Os Incríveishttp://www.badongo.com/pt/file/1701914
Os Originais do Samba:
(1969) Os Originais do Sambahttp://www.badongo.com/pt/file/1561895
Painel de Controle:
Patrulha do Espaço:
(1979) Patrulha Do Espaçohttp://www.badongo.com/file/1725276
Quarteto Sambacana:
14 Bis:
Quinteto Violado:
(1976) Missa do Vaqueirohttp://www.badongo.com/file/1715428
Recordando O Vale Das Maçãs:
(1977) As Crianças Da Nova Florestahttp://www.badongo.com/pt/file/1703389
Secos & Molhados:
(1973) Secos & Molhadoshttp://www.badongo.com/file/1635870
(1974) Secos & Molhadoshttp://www.badongo.com/file/1635875
(1974) Ao Vivo no Maracanãzinhohttp://www.badongo.com/pt/file/1659882
(1978) A Volta Dos Secos & Molhadoshttp://www.badongo.com/file/1660086
Som Imaginário:
Som Nosso de Cada Dia:
(1975 - 1976) A Procura da Essência CD1http://www.badongo.com/pt/file/1703052
(1975 - 1976) A Procura da Essência CD2http://www.badongo.com/file/1703055
Terreno Baldio:
(1977) Além das Lendas Brasileirashttp://www.badongo.com/file/1683733
Trio Mocotó:
Tropicália:
(1968) Tropicália Ou Panis Et Circencishttp://www.badongo.com/pt/file/1683734
Vímana:
Johnny F @ 10:06 PM 2 Comente aqui

2 Comments:

At 1:41 PM, Novembro 22, 2006, Anonymous said...
Pessoal do LP, Boa tarde!Caramba! Se eu consigo definir esse post de vocês,seguramente,é com a ajuda da palavra INACREDITÁVEL!!! A nata das bandas que compunham o cenário do rock brasileiro setentista! Pois é,ficarei muito tempo no computador...Muito obrigado por TUDO o que vocês fazem,uma vez que é impagável mesmo.Eu vi que um dos colaboradores de vocês é o FIREBALL que é uma excelente pessoa e cujo blog é muito frequentado por mim.Finalizando,eu gostaria de saber da possibilidade de vocês postarem um trabalho recente do ALVIN LEE. Trata-se do ALVIN LEE IN TENESSE,2004. O famoso guitarrista está tocando - em duas faixas - com o legendário guitarrista do Elvis, Scotty Moore. Por favor,disponibilizem esse arquivo de áudio,ok? Um grande abraço para todos do blog, Miguel.

At 9:30 PM, Novembro 25, 2006, Johnny F said...

Oi Mano,Valeu por suas palavras de carinho, mas o mérito dessa postagem é da galera dos "cogumelos"... Nosso mano Fireball foi um dos "primeiros malucos" que por aqui chegou e nos ajudou na construção do Lágrima Psicodélica. O blog do nosso mano Fireball nós recomendamos...Quanto ao trablho do menino Alvin Lee, vamos procurar...Tudo de bom,Johnny F
Ae galera links muito legais estes!
BELEZA

13 de dez. de 2006

CAMPANHA VERGONHA NA CARA!

CAMPANHA VERGONHA NA CARA!
Isso foi exibido em todos os telejornais noturnos na quinta feira (11/03/04). Paulo, 28 anos, casado com Sônia, grávida de 4 meses, desempregado há dois meses, sem ter o que comer em casa foi ao rio Piratuaba-SP a 5km de sua casa pescar para ter uma "misturinha" com o arroz e feijão, pegou 900gr de lambari, e sem saber que era proibido a pesca, foi detido por dois dias, levou umas porradas. Um amigo pagou a fiança de R$280,00 para libera-lo e terá que pagar ainda uma multa ao IBAMA de R$724,00. A sua mulher Sônia grávida de 4 meses sem saber o que aconteceu com o marido que supostamente sumiu, ficou nervosa e passou mal, foi para o hospital e teve aborto espontâneo. Ao sair da detenção, Ailton recebe a noticia de que sua esposa estava no hospital e perdeu seu filho, pelos míseros peixes que ficaram apodrecendo no lixo da delegacia. Quem poderá devolver o filho de Sônia e Ailton? Henri Philippe Reichstul, de origem estrangeira, Presidente da PETROBRAS. Responsável pelo derramamento de 1 milhão e 300 mil litros de óleo na Baía da Guanabara. Matando milhares de lambaris e pássaros marinhos; responsável pelo derramamento de cerca de 4 milhões de litros de óleo no Rio Iguaçu, destruindo a flora e fauna e comprometendo o abastecimento de água em várias cidades da região. Crime contra a natureza, inafiançável. Encontra-se em liberdade. Pode ser visto jantando nos melhores restaurantes do Rio e de Brasília. Esta é uma campanha em favor da VERGONHA NA CARA. Eu já divulguei, e você? Esta mensagem foi enviada por ...........(180000000 DE BRASILEIROS ANOMINOS)
Colabore...com a Natureza!
Beleza!

9 de dez. de 2006

BLINDAGEM - Blindagem - Greatest Hits (25 anos)



BLINDAGEM-
Blindagem - Greatest Hits (25 anos)

http://www.badongo.net/file/1845139

Saca só o visual e a produção para um dos shows dos caras!



Show do Blindagem!













Puro som naturalista!
Beleza!

5 de dez. de 2006

O Disco Mais Caro do Brasil-O Rock Progressivo Psicodelismo Underground Regional Supera o Romantismo Jabá e Outras Produções do Gênero Goela Abaixo!!


O DIA EXTRA!
Domingo, Outubro 22, 2006.



Disco mais caro do Brasil!
Álbum feito por Lula Côrtes e Zé Ramalho, "Paêbirú" é, atualmente, o vinil mais valioso da música brasileira, superando "Louco por Você", o primeiro de Roberto Carlos.
Em Breve Postaremos "Paêbirú" AQUI!!

Link Alternativo Provisorio Até Postarmos !!
http://d.turboupload.com/de/1111498/pxh44cgjmf.html
Origem do Link!!
http://progshine.blogspot.com/
O disco mais caro do Brasil!
Luís Carlos Murauskas/Folha ImagemTHIAGO NEYDA REPORTAGEM LOCAL..
Não é bossa nova, não é tropicália, não é jovem guarda nem samba.
O disco mais valioso da música brasileira é "Paêbirú", feito por Lula Côrtes e Zé Ramalho.
O álbum, principal expoente do gênero conhecido por psicodelia nordestina, chega a valer hoje, em seu formato original em vinil, R$ 4.000.
Relativamente desconhecido, "Paêbirú" alcançou preço mais alto do que "Louco por Você", o primeiro de Roberto Carlos, que por anos conservara o título de mais caro do país.Segundo lojistas, donos de sebos, especialistas e colecionadores ouvidos pela Folha, o que inflacionou o valor de "Paêbirú" nos últimos meses foi o grande interesse de compradores estrangeiros pela psicodelia nordestina.
"No Sub Reino dos Metazoários", do pernambucano Marconi Notaro, que tocou com Zé Ramalho e Lula Côrtes, também teve a sua cotação alavancada.Além desses, "Não Fale com Paredes", da obscura banda progressiva Módulo 1000, e "Coisas", cultuado álbum de Moacir Santos, estão, hoje, entre os vinis mais caros da discografia brasileira -uma cópia de qualquer um deles atinge valor de venda acima de R$ 2.000.
Além de sua raridade, "Paêbirú" é caro devido a uma aura quase mística. A fábrica e estúdio Rozenblit, onde o álbum foi produzido, foi inundada por uma enchente que atingiu Recife em 1975 e milhares de cópias foram perdidas -salvaram-se cerca de 300, que a mulher de Côrtes, Kátia Mesel, havia levado para sua casa.
Origem do documento!
Somente com o reconhecimento internacional começamos a reconhecer e a conhecer o trabalho de nossos verdadeiros artistas !
Trabalhos estes que tiveram diversas dificuldades, que ocilaram entre as limitações técnicas (equipamentos e profissionais preparados para produzir rock progressivo) as dificuldades financeiras agravadas pela suposta falta de interece das gravadoras e a liberdade de criação , é bom lembrar que este periodo era o mais negro da ditadura, então o resultado é quase sempre pequenas discografias, muitas estorias eufóricas de shows, poucas vezes documentadas com material sonoro de qualidade !
Muitas destas discografias jamais tiveram uma edição em cd com ampla distribuição o que permitiu um certa exclusividade a poucos conhecedores e admiradores deste estilo que é certamente a melhor variação do rock and roll!!
O Rock Progressivo Psicodelico Regional Brasileiro!!!
Isto so aconteceu porque muitos lps de diversos estilos da musica ligada ao rock como o proprio rock and roll, o rock psicodelico, progressivos ingleses, blues dos anos 60 e 70 so foram lançado no Brasil anos após o lançamento mundial, resumindo as bandas tiveram acesso ao matetrial sonoro completo das bandas apenas depois de terem produzido já alguns lps com sons bastante regionalizados permitindo uma certa mesclagem de estilos e influencias que são normalmente mais rock and roll e blues ao sul e psicodelico ao nordeste, e progressivo no interior como em Minas Gerais que forneceu muitas bandas de qualidade neste periodo, somada as influecias regionais acaba sendo rotulado como Rock Progressivo Psicodelico Regional Brasileiro, isto aconteceu com outras variações do rock, como mais tarde o rock punk anos depois!!Que só pintou para valer no Brasil no inicio dos anos 80 quando praticamente o movimento ja estava enfraquecido em todo o resto do mundo, bom aqui tem gente que gosta de Discoteca até hoje !!Como Pode Né tanta coisa boa produzida aqui ....!!
O fato que o Rock Progressivo Brasileiro, ora psicodelico ora rock and roll, produzido de Norte a Sul em especial nos fim dos 60 e anos 70 é respeitado e cultuado em todo o circuito mundial deste genero!! E diversos lançamentos na Europa em especial a Alemanha onde estes classicos são lançados em edições limitadas de vinil!!Como aconteceu com "Paêbirú" e Modulo 1000 - Não Fale Com Paredes, onde foram prenssadas 500 cópias para colecionadores a preços equivalentes a de quadros de Portinari no mercado !!
Com o passar do tempo vem ganhando ainda mais força e novos adimiradores surgem diariamente espantados por ainda não terem desfrutado desta benção sonora!!
Beleza!!
Em Breve Postaremos "Paêbirú" AQUI
Link Alternativo Provisorio Até Postarmos !!
Origem do Link e do documento abaixo !!
Tuesday, October 24, 2006

Lula Côrtes E Zé Ramalho - Paêbirú (1975) [Brasil]
A primeira vez que o Brasil ouviu Zé Ramalho da Paraíba foi na voz de Vanusa, que gravou a canção Avohay em seu disco "Vanusa - 30 Anos", em 1977, pela Som Livre. Um ano após, já sem o 'Paraíba", Zé Ramalho ganhou as paradas nacionais com sua enigmática e encantadora mistura sonora. Antes disso, noi entanto, tão fantástica quanto suas letras, a história de Zé Ramalho registra a gravação de um disco que ficou perdido nos escaninhos do tempo. Trata-se do raríssimo álbum duplo "Paêbirú", creditado a Lula Cortês e Zé Ramalho, gravado entre os meses de outubro e dezembro de 1974, na gravadora Rozemblit, em Recife (PE). Com eles, estão Paulo Rafael, Robertinho de Recife, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, entre outros. Na época, Lula Cortês tinha em seu currículo o álbum "Satwa" (1973), que trazia canções com título como "Alegro Piradíssimo", "Blues do Cachorro Louco" e "Valsa dos Cogumelos".
Zé Ramalho, já tocando com Alceu Valença, tinha em sua bagagem a experiência de grupos de Jovem Guarda e beatlemania, como Os Quatro Loucos, o mais importante de todo o Nordeste. Clássico do pós-tropicalismo, com (over)doses de psicodelia, o álbum trazia seus quatro lados dedicados aos elementos "água, terra, fogo e ar". Nesse clima, rolam canções como o medley "Trilha de Sumé/Culto à Terra/Bailado das Muscarias", com seus13 minutos de violas, flautas, baixão pesado, guitarras, rabecas, pianos, sopros, chocalhos e vocais "árabes", ou a curta e ultra-psicodélica "Raga dos Raios", com uma fuzz-guitar ensandecida. E, destaque do álbum, a obra-prima "Nas Paredes da Pedra Encantada, Os segredos Talhados Por Sumé" (regravada por Jorge Cabeleira, com participação de Zé Ramalho), com seu baixo sacado de Goin' Home dos Rolling Stones sustentando os mais pirados 7 minutos do que se pode chamar de psicodelia brasileira.
O disco por si só é uma lenda, mas ficou mais interessante ainda pelas situações que envolveram a sua gravação. A gravadora Rozenblit ficava na beira do rio Capiberibe, e o disco, depois de gravado, foi levado por uma das enchentes que assolavam a região. Conta a lenda que sobraram apenas umas trezentas cópias do disco, hoje nas mãos de poucos e felizardos colecionadores, muitas das quais no exterior, onde foram parar a preço de ouro. Contando com a co-produção do grupo multimídia Abrakadabra, o disco trazia um rico encarte, que também sucumbiu ao aguaceiro. Hoje "top 10" das paradas de CDr no país e ítem valioso no mercado internacional de raridades psicodélicas, o álbum segue misteriosamente inédito no mundo digital. Com isso, a indústria dicográfica brasileira perde uma boa oportunidade de provar que se preocupa um pouco mais do que com o tilintar da caixa-registradora. "Paêbirú", que quer dizer "o caminho do sol" (para os incas), poderia ser o primeiro de uma série de raridades a ganhar a luz do dia, para ocupar uma fatia de mercado que, se pequena comercialmente, é fundamental para a preservação da cultura musical brasileira.


Texto de Fernando Rosa, originalmente publicado na revista Showbizz.

Músicas:

TERRA

01. a)Trilha De Sumé - 13'13

b)Culto À Terrac)Bailado Das MuscariasAR02.

Harpa dos Ares - 4'0103.

Não Existe Molhado Igual Ao Pranto - 7'3004.

Omm - 5'59FOGO05.

Raga Dos Raios - 2'3006.

Nas Paredes Da Pedra Encantada - 7'3407.

Marácas De Fogo - 2'30

ÁGUA08.

a)Louvação A Iemanjá - 5'19

b)Regato Da Montanha09.

Beira Mar - 1'3710.

Pedra Templo Animal - 4'1411.

Trilha De Sumé - 2'03

Classico do psicodelismo nacional!!

Beleza!!

28 de nov. de 2006

CANTINA ROCK PROGRESSIVO BRASIL-Show de Bola

CANTINA DO ROCK,SHOW DE BOLA!
Meu amigo primeramente meus parabens pelo teu blog!!!Eu sou um grande fâ, um cara que é extremamente fissurado em Rock Nacional!!Montei um blog pra compartilhar todos os albuns que tenho, achei o teu blog em um site de busca e fui da uma olhada, muito show cara!! vou fazer alguns downloads para completar minha coleção e colocar teu link no meu blog!!Se não se importar irei copiar algumas informações de algumas bandas pois algumas minhas encontram-se imcompletas!! mas com certeza colocarei a fonte CANTINAdoROCK!!Coloque meu link no teu site tb www.rockprogressivobr.blogspot.com !! Passa la pra dar uma olhada!!Um abraço, Rafael
Caro amigo salvador do Ronk and Roll, em especial o progressivo nacional..
o legal é que ja existe uma legião que vem resgatando tudo que a midia e as forças ocultas das gravadoras tentaram enterrar no obscuro do passado..
a maioria desses sons que vc tem em seu blog..levou alguns anos para eu sequer conseguir ouvir em uma copia de pessima qualidade...foi assim com modulo1000, ave sangria.. hoje basta saber o que procurar que tudo se acha..melhor assim, estes blogs tem ajudado as pessoas a saber o que procurar...faz anos que não ouço radio convencional, meu aparelho do carro não tem antena conectada, muitas pessoas também abandoram as midias e seus jabás apos a popularização do mp3..
e como depos marcelo nova em plugado(camisa de venus 1995)..
enquanto existirem pessoas como nós ...todos nós ..todos nós entendeu..
o rock and roll continua!!!
Beleza!!
Caro amigo, ..o legal é que no inicio

25 de nov. de 2006

THE BEATNIKS-1968-Compactos em Vinil !

Amigos, estes caras em pleno 1968, com recursos limitadissimos...soltaram a lenha , foram os primeiros a interpretarem canções lendarias até hoje..
A idéia que se dá e que eles gravavam uma canção para agradar a gravadora, a mídia da época sei lá..., mas nas outras eles decem a lenha...só querem agradar a eles mesmos!O legal é que o fato se deu em 1968, e eles regravaram sons the animals, jimi rendrix e ae vai...que beleza né!
Beatniks - 01 - Glória
Beatniks - 02 - Fire
Beatniks - 03 - Eu Te Encontro
Beatniks - 04 - Alligator Hat
Beatniks - 05 - Era Um Rapaz Que Como Eu ...
Beatniks - 06 - Outside Chance

http://www.badongo.com/file/1771237





Ouça em volume máximo!
Beleza!

24 de nov. de 2006

BODKIN - 1972













BODKIN 1972

Não temos muito o que falar, mas não deixe de baixar!
http://www.badongo.com/file/1767822




Bodkin - Bodkin, 1972, (prog)
01-Three Days After Death (Part 1)
02-Three Days After Death (Part 2)
03-Aunty Mary's Trashcan
04-Aftur Yur Lumber
05-Plastic Man

Mick Riddle - Lead Guitar
Doug Rome – Keyboards
Dick Sneddon – Drums
Bill Anderson – Bass
Zeik Hume - Vocals
320 kbps




http://www.badongo.com/file/1767822

SONZERA: é isto ae...

BELEZA

23 de nov. de 2006

Senhor F- A psicodelia dos 60 & 70 no Brasil, da garagem às misturas regionais


A psicodelia dos 60 & 70 no Brasil, da garagem às misturas regionais :
* Fernando Rosa

A psicodelia se fez presente no rock nacional com suas guitarras distorcidas e letras lisérgicas desde o final dos anos sessenta, desdobrando-se em som progressivo e outras misturas afins até a primeira metade dos anos setenta, incorporando inclusive as sonoridades regionais, especialmente a nordestina. Enfrentando toda sorte de preconceito, o gênero contribuiu para alargar os horizontes da música jovem brasileira, cujas estruturas conservadoras haviam sido abaladas pouco tempo antes pelo som de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rogério Duprat e Os Mutantes, no movimento batizado de Tropicalismo. Sem apelo comercial, o som psicodélico ficou restrito a grupos mais radicais, ao público mais descolado e sintonizado com o movimento hippie e a poucas gravações, em raros e valiosos lps e compactos.
As primeiras manifestações psicodélicas ocorreram em São Paulo, por meio de grupos como The Beatniks, Os Baobás e The Galaxies, que introduziram em seus repertórios clássicos do gênero produzido nos Estados Unidos, especialmente. The Beatniks, grupo de palco do programa Jovem Guarda (Roberto Carlos) na TV Record, aliado ao agitador cultural e artista plástico Antônio Peticov, produziu ótimos compactos, com covers de Gloria (Them), Fire (Jimi Hendrix) e Outside Chance (The Turtles). Os Baobás, que teve Liminha entre seus membros, também destacou-se por meio de cinco ótimos compactos e um LP, onde registraram sua paixão por Doors, Jimi Hendrix e Zombies, entre outros. Enquanto The Galaxies, misto de paulistas, americanos e ingleses, deixaram um raro e clássico álbum gravado em 1968, contendo canções originais e covers para Love, Donovan e outros ícones da geração flower power.


Ainda nos anos sessenta, outras bandas como The Beat Boys, Os Brazões e Liverpool produziram obras geniais que ficaram na memória de quem viveu a época. The Beat Boys, depois de acompanhar Caetano Veloso em Alegria Alegria e Gilberto Gil em Questão de Ordem, gravou um excelente álbum, lançado em 1968, que contém alguns clássicos da psicodelia nacional, como Abrigo de Palavras em Caixas do Céu. Os Brazões também gravaram apenas um ótimo e ultra-tropicalista lp, que contém Gotham City (regravada pelo Camisa de Vênus, nos anos oitenta), Pega a Voga Cabeludo (de Gil), Momento B8 (Brazilian Octopus) e Planador (Liverpool), entre outras pérolas sonoras. Já o grupo gaúcho Liverpool é responsável por um dos melhores álbuns gravados nos anos sessenta, o LP Por Favor, Sucesso, que contém as clássicas Impressões Digitais, Olhai os Lírios do Campo e Voando, entre outras.

Menos conhecidos, grupos como Spectrum, Bango, Módulo 1000, Equipe Mercado e A Tribo também marcaram com suas misturas sonoras o início dos anos setenta. O grupo Spectrum, de Nova Friburgo, com a trilha sonora do filme Geração Bendita, produziu um dos mais raros e desconhecidos discos de psicodelia dos anos setenta, com qualidade internacional, e ainda atual. O carioca Módulo 1000, por sua vez, marcou o início da década de setenta com seu som psicodélico-progressivo, registrado no disco Não Fale Com Paredes, outro clássicos do rock nacional de todos os tempos, relançado em CD. A Tribo, com Joyce, Toninho Horta e outros músicos que depois brilharam na MPB, e Equipe Mercado, tendo à frente a dupla Diana e Stull, transitaram entre a influência roqueira e as sonoridades regionais, deixando algumas poucas gravações.

A partir dessas primeiras experiências, e incorporando o som progressivo, inúmeros grupos transportaram a juventude brasileira para espaços mais livres e criativos, além dos limites impostos pela censura ditatorial. Apoiados na riqueza musical nacional, os grupos misturaram rock, tropicalismo, barroco, jazz, erudito, som oriental, música regional e tudo o mais disponível para criar um dos universos sonoros mais criativos do planeta, naquele momento. Grupos como A Barca do Sol, Som Nosso de Cada Dia, Moto Perpétuo, Som Imaginário, Terreno Baldio, Recordando o Vale das Maçãs, Soma, Veludo, Vímana e Utopia - uns mais conhecidos, outros ainda obscuros para a grande maioria - deram a sua contribuição de ousadia e de inventividade sonora e poética para a história do rock brasileiro.
Ainda, em meados dos anos setenta, Lula Côrtes, Zé Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Paulo Raphael, especialmente, deixaram a marca de uma nova e delirante mistura, que resultou na posterior invasão nordestina. Em 1972, com participação do maestro Rogério Duprat, Alceu Valença e Geraldo Azevedo produziram um disco em parceria, que trazia influências pós-tropicalistas, rock and roll e sonoridades nordestinas, que antecipou o clássico Paêbirú, O Caminho do Sol - raro e ultrapsicodélico álbum duplo, gravado em 1974, sob o comando de Lula Côrtes e Zé Ramalho. Na seqüência, transitando para a afirmação dos ritmos mais regionais, Alceu Valença, Zé Ramalho e o grupo Ave Sangria (de Paulo Raphael), especialmente, ainda produziram peças com viés psicodélico, como Vou Danado Pra Catende (Alceu Valença), A Dança das Borboletas (Zé Ramalho) e Momento na Praça (Ave Sangria).

As bandas e artistas : Atenção estaremos atualizando os links gradativamente!

Apresentamos aqui uma relação das principais bandas e intérpretes que fizeram a história da psicodelia brasileira, nos anos sessenta e setenta. Os verbetes são sintéticos, e alguns deles foram publicados originalmente na revista ShowBizz (de novembro/2000).
Beatniks
http://www.badongo.com/file/1771237
Legenda do rock paulistano, The Beatnkis foi o grupo de palco do programa Jovem Guarda e, ao mesmo tempo, responsável por surpreendentes compactos garageiro-psicodélicos. Entre 67 e 68, gravou quatro disquinhos pelo selo Rozemblit contendo covers para Turtles (Outside Chance), Them (Gloria) e Jimi Hendrix (Fire), entre outros. Em suas diversas formações, o grupo contou com Bogô, Regis, Nino, Márcio, Mário e Norival. Antônio Peticov produzia as capinhas psicodélicas da banda.
Código 90
Banda paulistana formada em 67 pelo ex-Top Sounds e Loupha, Marcos 'Vermelho' Ficarelli (guitarra), Mário Murano (teclado), Pedro Autran Ribeiro (vocal), Sérgio Meloso (bateria) e Vitor Maulzone, além do guitarrista Tuca. Agitaram as domingueiras do Clube Pinheiros, em São Paulo, com apresentações psicodélicas, e deixaram apenas um raro compacto pelo selo Mocambo/Rozenblit - Não Me Encontrarás/Tempo Inútil (67).
Serguei
Com visual/postura rocker-hippie e uma discografia dispersa em raros compactos, Serguei é um ser psicodélico por natureza. Em 67, gravou Eu Sou Psicodélico, As Alucinações de Serguei e o mix de rock-Jovem Guarda-protesto chamado Maria Antonieta Sem Bolinhos. Em 69, com a banda The Cougars, gravou Alfa Centauro, um flerte com o tropicalismo, sem perder a 'acidez'. Ouriço e Burro-Cor-de Rosa também são clássicos de sua discografia e da psicodelia nacional.
Os Baobás
Grupo que antecipou a chegada do hit Light My Fire (The Doors) no Brasil, em gravação que contou com o futuro Mutantes e produtor Liminha no baixo. Inicialmente beat, enveredou pela psicodelia clássica "importada", que resultou na gravação do único álbum em 68, contendo diversos covers (entre eles, Oranges Skies, do Love), pelo selo Rozemblit. Também lançaram cinco compactos, com destaque para a versão de Paint It Black/Pintada de Preto (The Rolling Stones). O grupo tocou com Ronnie Von, com quem gravou um compacto (Menina Azul) e flertou com o tropicalismo, acompanhando Caetano Veloso em shows, em substituição aos Beat Boys. A primeira formação do grupo contou com Ricardo Contins (guitarra), Jorge Pagura (bateria), Carlos (baixo), Renato (guitarra solo) e Arquimedes (pandeiro). Também passaram pelas diversas formações da banda Rafael Vilardi (ex-O'Seis), Guga, Nescau, Tuca e Tico Terpins (depois Joelho de Porco).
Beat Boys
Um misto de brasileiros e argentinos radicados em São Paulo, o grupo Beat Boys ficou conhecido por acompanhar Caetano Veloso em Alegria Alegria, no Festival da Record e em disco. Integravam o grupo Cacho Valdez (guitarra), Willy Werdaguer (baixo), Tony Osanah (vocal e pandeiro), Marcelo (bateria). Toyo (baixo e teclados) e Daniel (outra guitarra). Gravou um único álbum pela RCA Victor, lançado em 68, contendo Abre, Sou Eu (Billy Bond) e covers radicais como Wake Me, Shake Me (The Blues Project).
The Galaxies
O garageiro The Galaxies era formado pelo inglês David Charles Odams (guitarra e vocal), pela americana Jocelyn Ann Odams (maracas e vocal) e pelos brasileiros Alcindo Maciel (guitarra e vocal) e José Carlos de Aquino (guitarra e bateria. Lançado pelo selo Som Maior, o álbum contém cover para Orange Skies (Love) e composições próprias, como Linda Lee, de David e Carlos Eduardo Aun, o Tuca, ex-Lunáticos, e depois Baobás, que também toca no disco.
Suely & Os Kantikus
Grupo formado pela ex-O'Seis (o pré-Mutantes), Suely Chagas, mais os guitarristas Lanny Gordin e Rafael Vilardi (também do pré-Mutantes). O grupo ganhou o Festival Universitário de São Paulo, em 1968, com a música Que Bacana. Na linha tropicalista, gravou um único compacto (Que Bacana/Esperanto), que traz Lanny em um dos seus melhores e mais radicais trabalhos de fuzz-guitar.
Brazilian Octopus
Apesar da orientação jazística, com pitadas de bossa-nova, o grupo pincelava seu som com climas tropicalistas-psicodélicos (incluindo a logotipia do nome na capa do único álbum gravado). A distorção ficava por conta de Lanny Gordin e sua guitarra fuzz e seu wah-wah em canções como As Borboletas e Momento B/8 (parceria do grupo com Rogério Duprat) Integravam o grupo, entre outros, o multi-instrumentista Hermeto Paschoal e o guitarrista Olmir 'Alemão' Stocker.
Liverpool
Com atitutude e visual "Jefferson Airplane", e responsável por verdadeiras viagens sonoras nos palcos, transitou na fronteira do tropicalismo com a psicodelia universal, secundando os Mutantes em criatividade e, especialmente, qualidade instrumental. Integravam o grupo, Mimi Lessa (guitarra), Edinho Espíndola (bateria), Fughetti Luz (cantor), Pekos (baixo) e Marcos (base). Gravou o único álbum em 69, pelo selo Equipe, contendo elaboradas canções com fuzz-guitar no talo, a exemplo de Voando, Impressões Digitais e Olhai Os Lírios do Campo. No início dos anos 70, ainda gravou mais dois compactos, um (duplo) para a trilha do filme Marcelo Zona Sul, e outro, sob o nome de Liverpool Sound, com as músicas Fale e Hei Menina. Com o fim do grupo, seus integrantes, menos Pekos, juntam-se ao ex-A Bolha, Renato Ladeira, para formar o Bixo da Seda, que retornou ao rock and roll "stoniano" das origens da banda.
Mutantes
Um dos mais importantes grupos da história do rock, não apenas nacional, mas mundial, não ficando nada a dever aos grandes ícones da revolução musical dos anos sessenta, até mesmo aos Beatles, em vários momentos de sua obra. Deixaram pelo menos três discos clássicos da discografia brasileira e, outra vez, mundial, com uma riqueza de idéias, de arranjos e de soluções instrumentais, que surpreendem até hoje, e provocam uma "redescoberta" por parte dos mais importante músicos nacionais e estrangeiros. Apesar disso, permaneceram por um bom tempo ignorados, até serem relançados ainda em vinil pelo selo paulistano Baratos Afins, em meados dos anos oitenta. São donos de uma infindável coleção de hits e, também, de um baú de raridades, que, além do já lançado Tecnicolor (originalmente gravado em setenta, mas inédito até 2000), renderiam, pelo menos, um bom cd simples.
Mutantes:
(1968) Os Mutantes
(1969) Mutantes
(1970) A Divina Comédia Ou Ando Meio Desligado
(1972) Mutante E Seus Cometas No País Dos Baurets
Mutantes II:(1973) O A e o Z
(1974) Tudo feito pelo Sol
(1976) Ao Vivo
(1978) Cavaleiros Negros

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Ronnie Von
Iniciou a carreira cantando Beatles, e com seu terceiro disco, que tem participação dos Mutantes, Beat Boys e arranjos de Rogério Duprat, acabou virando uma espécie de laboratório experimental do tropicalismo. Mas sua mais importante contribiuição a história da psicodelia nacional é o o disco lançado em 68, com arranjos de Damiano Cozzela, que traz os mais radicais experimentos sonoros daquela segunda metade de década, somente igualados ou superados pelos Mutantes. É neste disco que está a clássica Silvia, 20 Horas Domingo, recentemente regravada pelo grupo gaúcho Vídeo Hits, com participação do próprio cantor. Ronnie Von ainda gravou mais dois álbuns com essa orientação: A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais e A Máquina do Tempo, o último antecipando o rock progressivo, que chegaria ao Brasil um pouco mais tarde. Atualmente, Ronnie Von tem sido alvo de um revival que, definitivamente, resgata a sua verdadeira importância na história do rock nacional.
Os Brazões
Grupo responsável por uma das melhores fusões de tropicalismo com psicodelia universal, festejada por Nelson Motta, na contra-capa do seu único álbum, lançado 70. Integravam os Brazões, Miguel (guitarra base), Eduardo (bateria), Roberto (guitarra solo) e Taco (baixo). Tornaram-se conhecidos por acompanhar Gal Costa em shows e defender Gothan City, de Macalé e Capinam, no IV Festival Internacional da Canção Popular, em 69 (a mesma que ganhou cover punk do Camisa de Vênus, nos anos oitenta). Lançaram um dos principais trabalhos da discografia psico-tropicalista, recheado de guitarras fuzz, contendo versões para clássicos como Pega a Voga Cabeludo, Volkswagen Blues e Modulo Lunar. Miguel, depois Miguel de Deus, entrou de cabeça na onda funk, gravando o álbum Black Soul Brothers (77).
O Bando
Outra banda que misturou MPB, música regional e pitadas de psicodelia. Em 69, lançou seu único álbum, com arranjos dos maestros Rogério Duprat, Damiano Cozzela e Júlio Medaglia. Em clima tropicalista, cantam Jorge Ben, Caetano Veloso e os novatos gaúchos Hermes Aquino e Lais Marques. Integravam O Bando, Diógenes, a cantora Marisa Fossa (que depois gravou com Duprat), Américo, Dudu, Emílio, Paulinho e Rodolpho.
Blow Up
Nascido em Santos, com o nome The Black Cats, começou tocando rock instrumental, passou pela beatlemania e, no final dos anos 60, acabou na psicodelia. Inspirado no filme homônimo de Antonioni, trocou de nome e gravou dois álbuns com a nova orientação: o primeiro em 69, e o segundo em 71, chamado apenas Blow Up, mas também conhecido como Expresso 21. Integravam a primeira formação Robson (guitarra solo), Hélio (bateria), Tivo (baixo e vocal), Zé Luis (vocal), Nelson (teclado) e Adalberto (guitarra base).
Os Leif's
Histórico grupo baiano formado pelo guitarrista Pepeu Gomes, seu irmão Jorginho, mais Carlinhos e Lico, que acompanhou Caetano Veloso e Gilberto Gil no show-disco Barra (69). Também foi responsável pelo acompanhamento psico-tropicalista em diversas faixas do primeiro álbum dos Novos Baianos - Ferro na Boneca (70), com destaque para a fuzz-guitar de Pepeu. Antes, formavam Os Minos, que gravou dois compactos, pelo selo Copacabana, em 67.
Som Imaginário
Outro grupo que passeou com maestria nas fronteiras da psicodelia e do progressivo com a moderna MPB e toques de jazz, produzindo clássicos do gênero como Morse, Super God, Cenouras (… "vou plantar cenouras na sua cabeça"). Integraram o grupo em suas várias formações mestres do instrumento, como Wagner Tiso (teclados), Luís Alves (contrabaixo), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão), Frederyko (guitarra), Zé Rodrix (teclados, voz e flauta), Laudir de Oliveira (percussão), Naná Vasconcelos (percussão) e, ainda, ocasionalmente, Nivaldo Ornelas (sax) e Toninho Horta (guitarra). Gravaram os discos Som Imaginário (70), Som Imaginário - 2 (71) e Matança do Porco (73). Os três lps foram relançados conjuntamente em cd, em 98, pela gravadora EMI, enquanto a música Super-God (do primeiro lp) foi incluida na coletânea Love, Peace & Poetry - Latin American Psychedelic Music, lançada pelo selo alemão Q.D.K Media.

Som Imaginário:

(1970) Som Imaginariohttp://www.badongo.com/pt/file/1693879

(1971) Som Imagináriohttp://www.badongo.com/pt/file/1693881

(1973) Matança Do Porcohttp://www.badongo.com/pt/file/1693882

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A Bolha
Legendária banda do rock nacional, formada em 65, no Rio de Janeiro, pelos irmãos Cesar e Renato Ladeira (guitarra e teclados), mais Lincoln Bittencourt (baixo) e Ricardo (bateria), gravou um único compacto nesta fase, com o nome The Bubbles, em 66. No final da década, assumiram o nome A Bolha e orientaram seu som para o hard rock, inicialmente, e depois para climas progressivos-psicodélicos. Em 1970, acompanharam Gal Costa na excursão a Portugal e assistiram ao festival da Ilha de Wight, na Inglaterra. Com nova formação - Renato (teclados), Pedro Lima (guitarra), Arnaldo Brandão (baixo) e Gustavo Schroeter (bateria), gravou o clássico compacto Sem Nada/18:30 (Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôôô ...), em 1971, e mais dois álbuns - Um Passo à Frente (73) e É Proibido Fumar (77). O primeiro álbum já ganhou reedição em cd, que traz ainda o segundo compacto.

A Bolha:

(1973) Um Passo à Frentehttp://www.badongo.com/pt/file/1535996

(1977) É Proibido Fumarhttp://www.badongo.com/pt/file/1535997

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O Terço
Um dos mais expressivos grupos dos anos 70, O Terço transitou por todas as praias, indo do folk-rock ao progressivo, sempre com elementos psicodélicos. Originalmente formado por Sérgio Hinds, Jorge Amiden, Vinicius Cantuária, gravou dois álbuns com orientação psicodélica (o primeiro) e progressiva (o segundo). Em 75, depois de alguns compactos, e incorporando o folk e sonoridades regionais, o grupo gravou Criaturas da Noite, com arranjos de Rogério Duprat e capa de Antônio Peticov. Na mesma época, com as mesmas bases instrumentais, mas com vocais em inglês, o álbum foi lançado na América Latina e na Europa (no Brasil, saiu apenas um compacto com Criaturas da Noite/Queimada - Creatures of Night/Shining Days, Summer Nights). O Terço ainda gravou outro clássico da discografia roqueira nacional, o álbum Casa Encantada (lançado em um "dois em um" junto com Criaturas da Noite).

O Terço:

(1970) O Terçohttp://www.badongo.com/file/1689198

(1973) O Terçohttp://www.badongo.com/file/1689199

(1975) Criaturas da Noitehttp://www.badongo.com/file/1689202

(1976) Casa Encantadahttp://www.badongo.com/file/1689204

(1978) Mudança de Tempohttp://www.badongo.com/file/1689206

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Spectrum
Um dos mais raros grupos de psicodelia do Brasil, formado eventualmente pelos atores e participantes do filme Geração Bendita, dirigido por Carlos Bini e rodado em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, em 1971. Denominado Spectrum, o grupo integrado pelos músicos/atores Toby, Fernando, Caetano, Serginho e David gravaram o disco Geração Bendita, com letras falando do clima do filme e da época e guitarras distorcidades. Lançado no mesmo ano, o disco é uma das peças mais raras da discografia do rock nacional, com edição apenas no exterior.
Equipe Mercado
Liderado pela dupla Diana & Stull, agitavam a cena carioca com seu rock psicodélico no início dos anos 70. Também integravam o grupo, Leugruber e Ricardo Guinsburg (guitarras, violões e vocais), Carlos Graça (bateria) e Ronaldo Periassu (percussão e texto). Participaram do show 'Betty Faria, Leila Diniz e o Mercado Na Deles', dirigido por Neville D'Almeida, com texto de Luis Carlos Maciel (editor do Rolling Stone). Participaram de coletânea ao lado de Som Imaginário, Módulo 1000 e Tribo, com a música Marina Belair.
A Tribo
Outro grupo que transitou entre MPB, jazz e sonoridade regionais, com roupagem psicodélica. Integravam o grupo os músicos Toninho Horta, Joyce, Novelli, Hélcio Milito, Nelson Angelo e Naná Vasconcelos. O grupo gravou as músicas "Kirye" e "Peba & Pebó", presentes na coletânea lançada pela Odeon, ao lado dos grupos Módulo 1000, Equipe Mercado e Som Imaginário.
Bango
Um dos raros grupos contemporâneos que demonstrou explícita influência dos Mutantes, que pode ser conferida em seu único álbum (Musidisc, 71). Som pesado, fuzz-guitar e letras viajandonas produziram um som com qualidade internacional. Seus integrantes - Aramis, Sérgio, Elydio e Roosevelt - eram oriundos do grupo carioca de Jovem Guarda, Os Canibais, autor de um ótimo disco (68), contendo covers de Turtles, Outsiders (EUA) e Turtles.
Módulo 1000

Grupo de hard-psicodélico-progressivo formado no início dos anos setenta, considerando internacionalmente um dos melhores do gênero, ao lado do também carioca Spectrum. Integravam o grupo Luis Paulo (órgão, piano, vocal), Eduardo (baixo), Daniel (guitarra, violão, vocal) e Candinho (bateria). Gravou um único lp chamado Não Fale Com Paredes, pelo selo Top Tape, em 71, e alguns poucos compactos. O lp original, incluindo a capa em três partes, foi relançado quase anonimamente pelo selo Projeto Luz Eterna (98). Em setembro de 2000, o álbum também ganhou reedição em vinil na Alemanha, novamente com reprodução integral da arte original. A música Lem Ed Êcalg (Mel de Glacê, ao contrário) ainda foi incluída na coletânea de bandas psicodélicas latinas Love, Peace & Poetry, ao lado do Som Imaginário.
Matuskela
Grupo brasiliense liderado por Anapolino (Lino), mais Didi, Toninho Terra, Zeca da Bahia e Vandão, que fez grande sucesso local no início dos anos setenta. Gravaram um lp chamado Matuskela, pelo selo Chantecler, com sonoridade folk-psicodélica, destacando-se a canção A Idade do Louco, de Zeca da Bahia e Clodo, que depois fez parte do trio Clodo, Clésio & Climério. A capa do álbum, com o grupo sentado em uma gigante mão de pedra, é outra raridade da iconografia nacional.
Damião Experiência
Autodefinindo-se como "doidão" e influenciado por Jimi Hendrix, produziu raros e surpreendentes discos, misturando psicodelia, blues, sons afro-orientais, guitarras "Frank Zappa" e letras absurdas e incompreensíveis. Lançou seu primeiro disco em 74, intitulado Damião Experiência no Planeta Lamma, que abriu caminho para outras clássicas raridades, como Damião Experiença Chupando Cana Verde no Planeta Lamma e Em Boca Calada Não Entra Mosca, Só Felicidade.
Scaladácida
Formado por Fábio (guitarra), Bartô (teclados), Sérgio Kaffa (baixo) e por Ritchie (flauta e vocais) brilhou no cenário underground paulistano da primeira metade dos anos 70. Com a maioria das letras em inglês, realizou shows sensacionais, mas não chegou a gravar. Seu integrante mais importante, antes de ressurgir nos anos 80 com Menina Veneno, ainda integrou o trio Soma e os grupos A Barca do Sol e Vímana - neste, ao lado de Lulu Santos, Lobão e Fernando Gama.
Lula Côrtes & Zé Ramalho
Em parceria, a dupla produziu a síntese mais alucinada do que se poderia chamar de psicodelia brasileira: o álbum duplo Paêbirú (O Caminho do Sol), que mistura sonoridades regionais, experimentalismo tropicalista e influência do rock internacional. Solo, Lula Côrtes gravou em 73, o também clássico Satwa, com participação de Lailson e do guitarrista Robertinho de Recife, onde repete a explosiva mistura em canções com nomes como Valsa dos Cogumelos ou Alegro Piradíssimo. Zé Ramalho, por sua vez, cinco anos depois, também lançou Avohay reverberando a já fora de moda psicodelia em canções como A Dança das Borboletas. Um álbum clássico, ainda por ser devidamente incluido entre as principais manifestações da mais radical psicodelia nacional e mundial. Exceto Avohay, os dois discos foram lançados de forma alternativa, por selos regionais.
Flaviola e o Bando do Sol
Outro representante da geração nordestina pós-tropicalismo, que teve em Paêbirú, de Lula Côrtes e Zé Ramalho, sua expressão mais radical. Também pernambucano, Flaviola e o Bando do Sul gravou apenas um álbum, lançado pelo selo local Solar, em 1974. Com base em ritmos regionais, produziram um raro mix de folk-rock-psicodelia, que permanece com extrema atualidade. Instrumental rico, na base de violões, violas, guitarras, flautas e percussão.

Soma

Trio formado pelo ex-The Outcasts, Bruce Henry (baixo), mais Jaime Shields (guitarra), Alírio Lima (bateria e percussão) e Court (vocal e flauta) - ou seja, Richard Court, o futuro Ritchie. Participaram do lp O Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo em 1974, em comemoração dos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com a música P.F., com letras em inglês. O grupo ainda gravou mais quatro músicas, que integram a obscura coletânea Barbarella, lançada em 1971.
A Barca do Sol
Em meados dos anos setenta, a Barca do Sol botou pra quebrar na cena underground, produzindo uma refinada mistura de MPB, sonoridades progressivas/psicodélicas, instrumental quase barroco e poesia (Geraldinho Carneiro). A apresentação das músicas do lp Durante o Verão, em forma de cardápio, define o clima da Barca do Sol: O Banquete (sal de frutas, Sargent Pepper's, sopa de cabeça de bode) … Beladonna, Lady od The Rocks (cogumelos, candomblé, corações solitários) … Espécie de padrinho do grupo, Egberto Gismonti produziu o primeiro álbum, que introduzia o uso de sintetizador em duas faixas, novidade na época. A Barca do Sol gravou três discos: A Barca do Sol (74), Durante o Verão (76) e Pirata (79), os dois primeiros reeditados no formato dois em um. A Barca do Sol, entre 74 e 81, contou com Jacques Morelembaum, Nando Carneiro, os irmãos Muri Costa e Marcelo Costa, Beto Resende, Marcelo Bernardes, Alan Pierre e David Ganc, além de Stull e Richard Court, o Ritchie.
Moto Perpétuo
Liderado pelo ex-Brazilian Boys, Guilherme Arantes, que depois fez sucesso como compositor e intérprete solo, gravou um álbum com forte influência do psicodélico-progressivo na linha "Yes". Integravam o grupo, além de Arantes (teclados e vocal), Egydio Conde (guitarra solo e vocais), Diógenes Burani (percussão e vocais), Gerson Tatini (baixo e vocal) e Claudio Lucci (violão, violoncelo, guitarra e vocal). O disco tem produção de Pena Schmit.
Perfume Azul do Sol
Grupo paulista formado por Ana (voz e piano), Benvindo (voz e violão), Jean (voz e guitarra) e Gil (bateria e vocal). Com visual hippie e psicodelia derivada de ritmos e instrumental regionais, gravaram um único álbum - Nascimento -, pelo selo Chantecler, em 1974. O baixista Pedrão, depois integrou o Som Nosso de Cada Dia, ao lado do ex-Íncríveis, Manito.
Casa das Máquinas
Transitando entre o glam e o hard rock, o grupo Casa das Máquinas gravou o álbum Lar das Maravilhas (75), um clássico do mix psico-progressivo nacional. Liderado pelo ex-baterista dos Incríveis, Netinho, o Casa contava ainda com o ex-Som Beat, Aroldo Santarosa, Pisca, Carlos Geraldo, Marinho, Marinho II, Simba.O futuro vocalista do Golpe de Estado, Catalau participava do grupo, dividindo a autoria de várias canções.

Ave Sangria

Na onda da "invasão nordestina", o Ave Sangria foi uma das primeiras e mais radicais bandas, misturando sonoridades regionais, blues e rock com roupagem psicodélica. Formada por Marco Polo (vocais), Almir (baixo), Israel Semente (bateria), Juliano (percussão), contava ainda com a presença de dois grandes guitarristas: Ivson Wanderley (Ivinho), que também gravou um raro álbum de viola ao vivo no Festival de Montreaux, e Paulo Raphael, que depois tocou com Alceu Valença. A banda gravou apenas um luminoso e instigante álbum, destacando as faixas Dois Navegantes, Momento na Praça, Cidade Grande e a instrumental Sob o Sol de Satã. Lançado pelo selo Continental em 75, o álbum Ave Sangria foi reeditado em vinil em 90 (pela Baratos Afins), mas permanece inédito no formato digital. Ainda por ser redescoberto em toda sua beleza, o álbum tem uma das mais criativas capas da iconografia roqueira nacional (Sérgio Grecu e Equipe).
Ave Sangria:
(1974) Perfumes Y Baratchos ( 28 12 1974)http://www.badongo.com/file/1608793
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Utopia
Legenda do rock rock gaúcho, que agitou a cena local em meados dos anos setenta. Misturando sonoridades regionais, músicas árabe e folk rock, realizou shows memoráveis na capital gaúcha. Integravam o grupo Bebeto Alves - que desenvolveu carreira solo - (guitarra, viola de 12 e flauta), Ricardo Frota (violino) e Ronald Frota (violões). Deixaram apenas registros radiofônicos (na legendária rádio Continental), tendo um deles - Coração de Maçã, resgatado no cd A Música de Porto de Alegre.
Som Nosso de Cada Dia
Liderado pelo multi-instrumentista Manito, ex-integrante do grupos Os Incríveis (antes, The Clevers), o Som Nosso de Cada Dia foi um dos expontes do som psicodélico-progressivo dos anos setenta. Ao lado de Manito estavam Pedrinho (baterial e vocal), Pedrão (baixo, viola e vocal). Além de Marcinha (coro), ainda participaram do grupo Egídio (guitarra), Dino Vicente (teclados) e Rangel (percussão). O grupo gravou dois lps, Snegs (1975) e Som Nosso de Cada Dia (1976).

Som Nosso de Cada Dia:

(1974) Snegshttp://www.badongo.com/pt/file/1693884

(1976) Sábado Domingohttp://www.badongo.com/pt/file/1693885

(1975 - 1976) A Procura da Essência CD1http://www.badongo.com/pt/file/1703052

(1975 - 1976) A Procura da Essência CD2http://www.badongo.com/file/1703055


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Veludo
Uma das legendas do hard rock-progressivo nacional, formado por volta de 1974 por Nelsinho Laranjeiras (baixo), Elias Mizrahi (teclados), Paul de Castro (guitarra) e Gustavo Schroeter (bateria). Responsável por fantásticas e longas jams instrumentais, teve um desses momentos resgatado recentemente, com o lançamento de cd contendo o show realizado no festival Banana Progressiva, realizado em São Paulo, em 1975.
Vímana
Espécie de ponte entre os anos setenta e oitenta, o Vímana brilhou na cena carioca com seu hard-progressivo. Formado em 1974, contava com Lulu Santos (guitarra), Lobão (bateria), Fernando Gama (baixo) e Ritchie (vocais). Deixaram gravado um compacto, contendo a música Zebra e participaram de discos de outros artistas, destacando-se Luiza Maria e Fagner (nas músicas Riacho do Navio e Antônio Conselheiro, do disco Ave Noturna).
Marconi Notaro
Contemporâneo de Lula Côrtes, Zé Ramalho e Lailson, Marconi Notaro gravou o LP 'No Sub Reino dos Metazoários', na linha de obras clássicas como 'Paebirú' e 'Satwa'. Lançado em 1973, e um dos mais raros da discografia nacional, o disco contém peças da mais radical psicodelia nordestina pós-tropicalista. Participam do disco Zé Ramalho, Lula Côrtes, Robertinho de Recife e outros músicos da região.

* Fernando Rosa é editor de Senhor F.
Origem do documento:
Beleza, agora da para ter uma boa noção!

22 de nov. de 2006

Coisas do Coração (Raul Seixas)


Letra da Música do Raul :

Coisas do Coração (Raul Seixas)

Quando o navio finalmente alcançar a terra
E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão
Eu vou poder pegar em sua mão
Falar de coisas que eu não disse ainda não
Coisas do coração!Coisas do coração!
Quando a gente se tornar rima perfeita
E assim virarmos de repente uma palavra só
Igual a um nó que nunca se desfaz
Famintos um do outro como canibais
Paixão e nada mais!Paixão e nada mais!
Somos a resposta exata do que a gente perguntou
Entregues num abraço que sufoca o próprio amor
Cada um de nós é o resultado da união
De duas mãos coladas numa mesma oração!
Coisas do coração!Coisas do coração!
Comentário da Letra!

É, o navio ainda não alcançou a terra, e não fincamos nenhum mastro no chão.
Tudo ainda está em alto-mar.
Caso o homem não afunde esse imenso Titanic, haveremos de ancorar em terra firme.
A humanidade ainda se encontra perdida no alto-mar da vida, remando contra a maré.
Não vê que estamos todos num mesmo barco. Mas não; prefere ocultar, um ao outro, seu destino.
Enquanto a humanidade não voltar seu rosto para o que lhe é semelhante, não haverá amparo neste mundo definido.
Resta a esperança de mudanças nessas correntezas, quando as diáfanas balanças do destino trouxerem de volta a melodia das sereias nórdicas, à proa do barco da conquista.
Enquanto não vêm, segue ela um ignoto destino, diluído e cintilante, numa profunda névoa.
E quando a névoa se dissipar, quando a humanidade se desvencilhar das suas amarras, tudo resplandecerá na anatomia bruxuleante de uma bela paisagem: a paisagem da alma.
É quando todos se entregam num abraço, quando um no outro encontrará abrigo que protege e retém a duração pura; e nesse amplexo, haverá de sufocar o próprio amor.
Tudo ai promete a eternidade.
Haverá um só coro, uma só linguagem, um só pensamento; haverá uma só oração: a oração do amor.
Coisas do coração!
Eis que o navio de cristal finalmente alcança a terra.
O mastro da nossa bandeira está fincado no chão.
A humanidade não mais vive faminta de conquista, de exploração, de pilhar a natureza...
Ela agora está faminta um do outro; cada um derrama-se em amor pelo outro.
É quando todos se lançam – ébrios de amor – no salão dourado da via-láctea, valsando até que a música sideral tenha esgotado a sinfonia escatológica.
Coisas do coração! Coisas do Coração!
Origem dos documentos:
Beleza!